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O fundamental para Olga Simbalista: gostar do que faz

O que levou Olga Simbalista ao setor nuclear foi o clima que a jovem engenheira encontrou ao se formar em 1970.  Ela conta que era o auge do ‘milagre econômico’ e as empresas vinham à universidade procurar potenciais profissionais para contratar. As barreiras para as mulheres eram inúmeras. “Lembro de uma empresa que não podia contratar mulher porque não havia banheiro feminino na sede. Outra que só admitia uma mulher por ano, além da situação daquelas recém-formadas que faziam concurso, passavam, e eram submetidas a interrogatórios para saber se conseguiriam fazer viagens com homens e, ainda por cima, casados”.

Olga decide, então prestar concurso para o Instituto de Pesquisas Radioativas (hoje CDTN) cuja exigência era conhecimento de cálculo, física e língua estrangeira. Foi assim que a jovem entrou para o setor nuclear. “Descobri um admirável mundo novo que me abriu portas fantásticas no Brasil e no exterior”.

Afora alguns comentários, como “não sabia que você era competente” e a recomendação de um diretor ao seu chefe “mulher é muito bonitinho mas vê se me contrata um barbado”, ela afirma que pessoalmente não teve outros problemas como mulher.

Sua trajetória é pontuada por momentos históricos no setor nucleoelétrico: participou do grupo de trabalho  criado junto ao Conselho de Segurança Nacional que extinguiu a Nuclebras e transferiu suas atividades para diversas organizações. Na Eletrobrás, como assessora do Presidente Eliseu Resende participou da elaboração  do projeto de lei (8631) que reformulou o setor elétrico; estava presente na criação da Eletronuclear; foi diretora de Furnas; e durante 11 anos deu consultoria na Agência Internacional de Energia Atômica AIEA, em Viena.

Presidiu a Seção Latino Americana da American Nuclear Society- ANS, a Associação Brasileira de Energia Nuclear e o Conselho de Energia da Associação Comercial do Rio de Janeiro.

Pisciana, com ascendente em Peixes, Olga acaba de completar 74 anos, tem dois filhos (um médico e uma engenheira de alimentos), 3 netos, é membro do Board of Directors da ANS, do Conselho Técnico da Confederação Nacional de Comercio, diretora do Instituto Ilumina e dos conselhos diretores do Clube de Engenharia e da Associação Comercial do Rio de Janeiro.

Aposentadoria não faz parte dos seus planos mas tem como lema: “fazer só o que gosto”.

Associação Brasileira de Energia Nuclear

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