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Helen Khoury: Fascínio e paixão pela área nuclear

Quando Helen Khoury começou a decidir que faculdade faria depois do científico estava dividida entre física e medicina. Chegara da Jordânia aos nove anos de idade, morava em São Paulo com os pais e acabou se decidindo por física (motivada pelo professor do científico) porque não conseguiu passar no vestibular de medicina.

 Mas o fascínio pela área médica continuava e o destino a fez, certo dia, estacionar em frente a uma clínica que anunciava “Medicina Nuclear”. À procura de um estágio, entrou para conhecer. Não conseguiu o estágio, mas uma informação preciosa: o Instituto de Pesquisas de Energia Nuclear (IPEN) estava admitindo estagiários. “Fui uma das primeiras estagiárias não remuneradas a ser contratada. Depois de um ano estagiando no setor de proteção radiológica, fui procurar estágio como física médica no Instituto de Radioterapia Sta Rita, em São Paulo, ficando de 1973 a 1978. A partir de 1975, já formada, fui convidada pelo prof. Marcelo Damy a desenvolver, com ele, pesquisa em instrumentação nuclear no laboratório que estava abrindo na PUC-SP”.

Neste período, Helen trabalhava no hospital, no laboratório, começou a fazer o mestrado e a dar aulas na graduação. “Saia de casa às 7h e voltava às 23h.  Em 78 a pesquisa já me fascinava e acabei saindo do hospital para me dedicar à pesquisa e ao ensino. Fui me apaixonando pela área nuclear.”

Em 1981, Helen se casa com um engenheiro civil pernambucano – “mestre internacional em xadrez” – e vai para Recife interrompendo o doutorado. Mas volta a São Paulo para terminar o curso e, formada, retorna a Recife onde concorre a uma vaga no departamento de Energia Nuclear da Universidade Federal de Pernambuco, onde está há 40 anos.

Ela conta que: “como jovem doutora de 28 anos, tinha que trabalhar por dez para que me respeitassem”. Eram poucos doutores e só ela de mulher. Hoje o departamento já tem mais 5 mulheres. Uma delas é sua filha, com formação em engenharia elétrica e doutorado em tecnologias nucleares. Em 2019, Helen foi homenageada pela Assembleia Legislativa do Estado de Pernambuco, recebendo o título honorífico de Cidadã Pernambucana.

Com duas filhas e um casal de netos, aos 69 anos, coordena o Laboratório de Metodologia das Radiação Radiações Ionizantes, o Museu de Ciências Nucleares, e dá aulas na graduação e na pós. Não pensa em se aposentar.

“Continuo com a mesma energia e vontade de desenvolver pesquisas e motivar jovens, especialmente para as aplicações nucleares. O laboratório não pode parar. Ano passado ficou fechado de março a maio e quase perdemos o equipamento de raio-X”

Associação Brasileira de Energia Nuclear

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