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CAPA DA EDIÇÃO Nº 49
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EDIÇÃO Nº 49

As vitórias do PNM

No fechamento desta edição, tomamos conhecimento da indicação do almirante Bento Costa Lima Leite de Albuquerque Junior como ministro de Minas e Energia do próximo governo, que toma posse em janeiro de 2019. Hoje à frente da Diretoria-Geral de Desenvolvimento Nuclear e Tecnológico da Marinha (DGDNTM), ele é nosso entrevistado nesta edição especial dedicada ao Programa Nuclear da Marinha. Esta é a segunda vez que o titular da DGDNTM está nas páginas da Brasil Nuclear - a primeira foi na edição 47.

Desejamos sucesso ao futuro ministro de Minas Energia, que tem pela frente dois grandes desafios: no setor mineral, a questão do monopólio do urânio; e, no setor de energia, garantir a infraestrutura necessária, e indispensável, para que o Brasil volte a crescer. Para suportar a retomada do crescimento econômico, o País necessita de uma infraestrutura energética robusta e confiável. E isso só é possível em um modelo que contemple todas as fontes: hidráulica, solar, eólica e nuclear.

O setor nuclear está pronto para participar desse empreendimento. Dos programas de desenvolvimento tecnológicos criados no País, o Programa Nuclear Brasileiro é o único que se manteve nas últimas décadas. Temos uma estrutura montada: tecnologia, instituições de pesquisa, cursos de graduação e pós-graduação em energia nuclear, uma grande área de aplicações, geração de energia, o Programa Nuclear da Marinha. Basta apenas que o governo assuma o desenvolvimento da tecnologia nuclear como um programa de Estado. Por muito pouco, conseguiremos atingir o topo do desenvolvimento nuclear no mundo.

Apesar dos fortes entraves políticos e econômicos que retardaram o desenvolvimento de importantes projetos, o desenvolvimento tecnológico no setor nuclear avançou. E esse avanço deve-se, em grande parte, ao Programa Nuclear da Marinha. Com ele, o País conquistou a autonomia no enriquecimento de urânio, uma tecnologia estratégica e dominada por poucos países no mundo. Da mesma forma, como garante o almirante Bento Costa Lima Albuquerque Junior, em sua entrevista nesta edição, estamos a poucos passos de ingressar no seleto grupo de países que dominam a tecnologia de propulsão nuclear de submarinos.

O atual Comandante da Marinha, almirante Eduardo Bacellar Leal Ferreira (que será substituído no próximo governo pelo almirante Ilques Barbosa Júnior), garante que a capacitação adquirida com a construção do SN-BR vai muito além do setor militar. Em entrevista nesta edição, ele afirma que a tecnologia decorrente do projeto pode beneficiar a geração de energia elétrica, o desenvolvimento de novos materiais, a produção de radioisótopos e a irradiação de alimentos para conservação. Na verdade, alguns desses benefícios já estão disponíveis, como acontece com o combustível nuclear utilizado pelas usinas nucleares Angra 1 e Angra 2, fornecido pela INB. Uma porcentagem do urânio utilizado nesse combustível tem sido enriquecida nas cascatas das ultracentrífugas criadas pelo Centro Tecnológico da Marinha em São Paulo (CTMSP), instaladas na Fábrica de Combustível Nuclear da INB, em Resende (RJ).

Esta edição especial dedicada ao PNM também traz uma entrevista com o diretor da nova Agência Naval de Segurança Nuclear e Qualidade (AgNSNQ), contra-almirante Humberto Moraes Ruivo. Ele revela que o reator do submarino nuclear brasileiro será o único no mundo a passar por duplo licenciamento: seu protótipo, pela Cnen; e a versão a ser embarcada, pela AgNSNQ.

Registramos, ainda, a grande vitória do Instituto de Pesquisas Energéticas e Nucleares (Ipen), co-protagonista dos projetos do Programa: os 30 anos do reator IPEN/MB-01, que também recebeu o novo núcleo com elementos combustíveis do tipo placa, idênticos ao que serão utilizados no Reator Multipropósito Brasileiro (RMB).

E, por fim, alguns dos participantes do Programa lembram desafios, vitórias e lições aprendidas naquele período, que, para muitos, foi o de maior realização profissional e pessoal.

Boa leitura!

Associação Brasileira de Energia Nuclear

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