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EDIÇÃO Nº 49

Amazul cumpre importante papel em prol de programas da Marinha

Bernardo Mendes Barata

Constituída no ano de 2013 para atender à nobre missão de desenvolver e aplicar tecnologias e gerenciar projetos e processos necessários aos programas Nuclear da Marinha, de Desenvolvimento de Submarinos e Nuclear Brasileiro, a Amazônia Azul Tecnologias de Defesa S.A. (Amazul) também ajuda, desde aquela época, a evitar o êxodo de profissionais desses setores e a reter o conhecimento em áreas estratégicas para o País.

À frente da empresa desde agosto do mesmo ano, o diretor-presidente Ney Zanella dos Santos, que é vice-almirante da reserva naval, pontuou que o primeiro desafio foi consolidá-la em um contexto marcado pela escassez de recursos e pelo excesso de burocracia e restrições impostas pela legislação que, embora necessárias, impactam na celeridade dos processos.

Os maiores desafios, no entanto, vieram em seguida, quando foi preciso implementar as melhores práticas de governança, de gestão da empresa, de gestão de pessoas e do conhecimento e de gerenciamento de risco. "E também criar condições favoráveis para atrair, reter e capacitar os profissionais, que são o nosso maior ativo", explicou Ney Zanella, que se qualificou para dirigir a Amazul tendo experiências profissionais, por exemplo, no comando de dois navios e servindo por 12 anos embarcado em submarinos.

A fim de entregar à nação tecnologia nuclear e gestão do conhecimento, bem como profissionais capacitados nas áreas nuclear e de desenvolvimento de submarinos, a Amazul elaborou, desde o início de sua existência, um Plano Estratégico (PEA), na qual se compromete a colocar à disposição do País esses bens intangíveis. A Amazônia Azul Tecnologias de Defesa S.A. também viabilizou um Plano de Cargos, Remuneração e Carreiras (PCRC) em menos de um ano após sua criação. Além de equiparar os salários de seus profissionais ao nível daqueles praticados no mercado, tal plano estimula os empregados a "abraçar nossa missão e nossos projetos, com visão de longo de prazo, competência e dedicação", afirmou. E prosseguiu: "Também para valorizar nossos profissionais adotamos um plano de previdência complementar e aderimos a um plano de saúde e assistência social."

Segundo o diretor-presidente, a Amazul herdou cerca de 1.100 empregados da Empresa Gerencial de Projetos Navais (Emgepron) e, depois de realizar concursos públicos, chegou ao quantitativo atual de cerca de 1.900 empregados, a maior parte deles voltados para as atividades-fim - menos de 200 colaboradores estão destacados em atividades-meio. Esse quadro de pessoal é direcionado em várias frentes, tais como o Programa Nuclear da Marinha (PNM), em projetos desenvolvidos no Centro Tecnológico da Marinha em São Paulo (CTMSP) e em Iperó, com o duplo objetivo de produzir combustível nuclear e projetar, construir, comissionar, operar e manter reatores que podem ser empregados tanto para a propulsão naval de submarinos, quanto para iluminar uma cidade. "Já dominamos o ciclo de conversão do combustível nuclear e a prioridade do momento é a construção do reator nuclear", ressaltou Zanella.

Para o Programa de Desenvolvimento de Submarinos, por sua vez, a Amazul estabelece parcerias para desenvolver tecnologias como os sistemas de gerenciamento e de combate da plataforma. Inclusive, uma das iniciativas da empresa é a formação de parcerias e a busca de recursos para viabilizar o desenvolvimento, no Brasil, do motor de ímã permanente, que será usado na propulsão do submarino, mas que poderá ser utilizado também no transporte terrestre, conforme relatou o vice-almirante Ney Zanella.

"A Amazul foi criada para promover, desenvolver, transferir e manter tecnologias sensíveis às atividades do Programa Nuclear da Marinha, do Programa de Desenvolvimento de Submarinos (Prosub) e do Programa Nuclear Brasileiro (PNB). A empresa ainda atua para aumentar o índice de nacionalização do Programa de Desenvolvimento de Submarinos, contribuindo, também, para o fortalecimento da base industrial de defesa", esclareceu.

Além do submarino com propulsão nuclear, que será o ápice do Programa de Desenvolvimento de Submarinos da Marinha do Brasil, a Amazônia Azul Tecnologias de Defesa S.A. possui grande importância em outro pilar do programa nuclear nacional: o Reator Multipropósito Brasileiro (RMB). Junto com a Comissão Nacional de Energia Nuclear (Cnen) e a empresa argentina Invap, a Amazul desenvolve o projeto detalhado desse equipamento, que será voltado à pesquisa e à produção de radioisótopos, insumo usado na fabricação de radiofármacos para diagnóstico e tratamento de doenças como o câncer. No entendimento do diretor-presidente Ney Zanella dos Santos, "o empreendimento tem um incalculável alcance social, pois atenderá uma grande demanda reprimida e permitirá o atendimento a pacientes em todo o território nacional". Ele acrescentou que "o Brasil será autossuficiente em radioisótopos e deverá exportar o insumo".

A despeito de ter apenas cinco anos de existência, a Amazul já se destaca no tocante à gestão e preservação do conhecimento. De acordo com o diretor-presidente, essa é uma ferramenta indispensável em qualquer empresa, porém mais ainda em organizações que lidam com tecnologias complexas e sensíveis e com programas de longo prazo, como a Amazul. Por isso, a instituição criou, em 2017, uma metodologia de gestão do conhecimento voltada à área nuclear. O projeto-piloto foi implantado no ano passado no Centro Tecnológico da Marinha em São Paulo, na Unidade de Produção de Hexafluoreto de Urânio (Usexa), onde se converte o minério beneficiado de urânio em hexafluoreto de urânio gasoso. Em 2018, o modelo foi replicado em duas outras unidades do CTMSP - Assessoria de Meio Ambiente e Coordenadoria do Programa do Ciclo do Combustível Nuclear.

"A metodologia desenvolvida pela Amazul tem como referências os modelos de gestão do conhecimento para a administração pública brasileira do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), da Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA) e do Empreendimento Modular de Gestão do Conhecimento da Marinha", salientou Ney Zanella.

Em meio à concorrência com grandes corporações como Claro-Brasil, Serasa Experian, Bayer, Fiat e Bradesco, o projeto-piloto da Amazul recebeu o 17º Prêmio Learning & Performance Brasil 2018/2019, na categoria Referência Nacional. "O prêmio, que reconhece as melhores práticas em aprendizado e performance de empresas, é mais uma evidência do grau de maturidade que a Amazul vem alcançando e também da competência de nossos colaboradores", comemorou o diretor-presidente da Amazônia Azul Tecnologias de Defesa S.A..

A Amazul foi considerada, pelo Ministério do Planejamento, Desenvolvimento e Gestão, estatal que cumpre todos os quesitos do Indicador de Governança IG - Sest/Secretaria de Coordenação e Governança das Empresas Estatais. Assim, foi classificada no primeiro nível do IG, junto com 25 das 54 instituições analisadas pelo ministério. Todas as notas obtidas pela Amazul ficaram acima da média nacional. Na nota geral, a Amazul ficou em 21º lugar, com média de 8,1 e acima da média nacional, que foi de 7,0. Em relação ao item gestão, controle e auditoria, a Amazul obteve nota 8,2, quando a média nacional ficou em 7,4. No item transparência das informações, a Amazul também ficou acima da média nacional, com 8,3. "Esse desempenho mostra o grau de maturidade em governança e gestão que a Amazul atingiu em apenas cinco anos", declarou Ney Zanella dos Santos. "Revela, ainda, o comprometimento de nossos empregados em atender às normas de conformidade e de governança e melhorar os processos em várias áreas que compõem os indicadores."

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