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EDIÇÃO Nº 42

O resgate de um sonho de décadas

Eletronuclear investe em obra da Estrada Paraty-Cunha

Desejo antigo da população de Paraty, a restauração de uma ligação direta da cidade com o interior deverá se concretizar até o final deste ano. No dia 4 de junho, foi assinado o convênio entre a Eletronuclear e o Governo do Estado do Rio de Janeiro no valor de R$ 42,2 milhões para as obras de recuperação e melhoria da Estrada Paraty-Cunha (RJ-165) no trecho do Rio de Janeiro. O custo total da obra é R$ 92,5 milhões, com previsão de término no final de 2014.

Com 22,2 quilômetros de extensão, a RJ-165 liga Paraty, no Rio de Janeiro, ao município de Cunha, em São Paulo. A estrada tem importância estratégica para a região, fazendo integração entre os dois estados, através da SP-171 e da Via Dutra, maior corredor para escoamento de produção e mobilidade da população. É uma região de pequenos agricultores, que tem o escoamento de seus produtos por aquela estrada vicinal. O turismo também será beneficiado, na medida em que a estrada encurta a distância de São Paulo, sul de Minas e da região do Vale do Paraíba para Paraty.

Durante a cerimônia de assinatura do convênio, o governador Luiz Fernando Pezão definiu o momento como resultado de muita “perseverança”. Para ele a estrada vai alavancar o potencial turístico de dois polos distintos na região: o da serra, representado por Cunha, e o do mar, por Paraty. “Com a estrada poderemos oferecer aos turistas a oportunidade de não só curtir o mar, como a Serra da Bocaina – distante somente 40 minutos.”

Já o presidente da Eletronuclear, Othon Luiz Pinheiro da Silva, cumprimentou a todos pela vitória sobre esforços para enfrentar desafios que uma estrada-parque demanda e lembrou que, além dos cuidados tomados com o meio ambiente (fauna e flora) “não podemos esquecer que o animal homem também precisa de um espaço para ser feliz”.

Cuidados ambientais

Embora pequeno, o trecho da estrada que está sendo recuperado pelo Governo do Estado do Rio de Janeiro possui características que demandam uma grande obra de engenharia. Iniciando no nível do mar, termina em uma altitude de 1.800 metros, com muitos aclives e declives, o que exige a realização de contenções e pontes, além de passagens para animais (zoopassagens).

Desde 2012, uma equipe de 85 professores e pesquisadores da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj) se encarrega da gestão ambiental da obra. “Foi mantido o traçado original para não provocar grande movimentação de terra ou alterações na vegetação nativa. Os desmontes de rochas foram feitos com técnicas especiais e a pavimentação está sendo feita em blocos”, conta o professor Josué Setta, supervisor acadêmico da gestão ambiental.

A Uerj está monitorando a qualidade da água dos rios próximos à Estrada (Perequê-Açu e sub-bacias dos rios Sertão e Estiva Preta) para prevenir danos ao meio ambiente causados pela realização das obras. Para preservar a vegetação local está sendo feita avaliação das plantas em fase de produção de sementes, que são recolhidas e enviadas para o Banco Estadual de Sementes Florestais do Instituto Nacional do Ambiente.

Os trabalhos de pesquisa e acompanhamento da fauna contam com o maior número de pesquisadores da Uerj. Os animais capturados são analisados, alguns recebem pequenos anéis de identificação que permitem acompanhar o seu deslocamento.

Até agora mais de 72 espécies de mamíferos e uma grande variedade de pequenos mamíferos não voadores (roedores e masurpiais) foram registradas. Uma espécie de morcego encontrada pela primeira vez no Rio de Janeiro foi detectada. 52% dos mamíferos de médio e grande porte registrados são ameaçados de extinção, tais como a jaguatirica, a onça-parda e a paca. Este grupo é um dos principais focos das zoopassagens.

Mais de 280 espécies de aves também foram identificadas e documentadas, assim como 16 espécies de peixes.

Descobriu-se também que a região possui uma das mais elevadas densidades de anfíbios anuros (pererecas, sapos e rãs) habitando o chão da floresta. Ao lado dos répteis, os anuros são bons indicadores de qualidade ambiental (bioindicadores), pois são sensíveis às pequenas mudanças do ambiente em que vivem, como poluição, umidade e temperatura.

Nesse trecho, segundo os pesquisadores, há inúmeras relíquias dos tempos do Império. Os arqueólogos estão em campo limitando os achados arqueológicos para pesquisas e recolhimento de material que, futuramente estará disponível para visitação pública.


Reforma e construção de postos de saúde

O presidente da Eletrobras Eletronuclear, Othon Luiz Pinheiro da Silva, e o Prefeito de Paraty, Carlos José Gama Miranda, assinaram, em junho, o segundo aditamento do convênio de reforma do posto de saúde da Vila de Trindade e de construção dos postos de saúde da Ponta Grossa e da Vila Oratório, em Paraty.

Até abril de 2016 – prazo de vigência do convênio –, a Eletronuclear terá investido R$ 778,7 mil. Já a contrapartida da Prefeitura Municipal de Paraty terá sido de R$ 82,9 mil. Para o coordenador de Responsabilidade Socioambiental e Comunicação da Eletronuclear, Paulo Augusto Gonçalves, “a construção e a reforma dos postos de saúde evitarão a superlotação do hospital municipal, além de permitir que a população tenha um atendimento melhor”.

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