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CAPA DA EDIÇÃO Nº 42
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EDIÇÃO Nº 42

A energia nuclear por uma matriz energética sustentável

Desde 2012, o país vem recorrendo a fontes térmicas como carvão, gás, óleo diesel e combustível para complementar sua oferta de energia elétrica, com predominância de fonte hídrica. Atuando em regime emergencial em um cenário de chuvas irregulares e rápido esvaziamento dos reservatórios, as termelétricas já respondem por quase 30% da energia do país e a tendência é que essa participação aumente cada vez mais, principalmente a partir de 2025, data prevista para o esgotamento do potencial hidrelétrico economicamente aproveitável.

As térmicas emergenciais, como o próprio nome diz, são empregadas em situações críticas, devido ao seu alto custo de geração e ao aumento da emissão de poluentes, provenientes dos combustíveis fósseis. Porém, seu uso continuado indica a existência de uma crise estrutural do setor elétrico, cuja capacidade de geração não consegue suportar o aumento do consumo. Se não solucionada, a situação pode comprometer o crescimento econômico, que exige oferta de energia. Sua gravidade, portanto, impõe a reestruturação da matriz elétrica, com o investimento em outras fontes térmicas de base, que gerem energia ininterruptamente, para garantir a segurança do abastecimento e possibilitar a expansão da oferta.

A geração nuclear tem um importante papel a cumprir em uma matriz elétrica diversificada, sustentável e eficiente. Entre suas vantagens, destacam-se a competitividade, a estabilidade, a disponibilidade – demonstrada na operação de Angra 1 e Angra 2 – e a garantia de suprimento de combustível, oferecida pela posse da 6ª maior reserva mundial de urânio, com potencial energético comparável ao pré-sal. Além disso, o país possui o domínio do ciclo do elemento combustível.

A entrada em operação de mais quatro usinas nucleares (além de Angra 3) de 2023 até 2030, prevista pelo Plano Nacional de Energia - PNE 2030, foi adiada sine die. A continuar essa situação, teremos, em futuro muito próximo, uma matriz elétrica mais suja, com o inevitável impacto ambiental provocado pela emissão de gases do efeito estufa. E, ainda por cima, com uma grande elevação das tarifas, devido ao alto preço dos combustíveis fósseis, que respondem por cerca de 70% do custo de geração dessas térmicas. Trata-se de uma relação quatro vezes superior à apresentada pelas usinas nucleares, em que o preço do combustível no custo de geração representa cerca de 17%.

Segundo estudo da Fundação Getúlio Vargas, novas usinas nucleares serão indispensáveis no Brasil entre 2020 e 2030. Para que elas possam efetivamente reforçar a base da matriz elétrica a partir de 2025, é preciso a tomada imediata de decisão nesse sentido. Os 10 anos que temos pela frente são o período mínimo para a definição do local e a conclusão das etapas de projeto, licenciamento e construção e comissionamento da planta.

Embora bastante difundida mundialmente, a medicina nuclear é pouco utilizada no Brasil, concentrando-se nas regiões Sul e Sudeste. O uso da especialidade ainda é muito pequeno em relação ao tamanho da população, o que coloca o país no 25º lugar em quantidade de procedimentos divididos para cada 1 mil habitantes por ano. Após ouvir fornecedores e usuários, apresentamos, nesta edição, os principais entraves ao crescimento da medicina nuclear e que impedem que seus benefícios sejam estendidos a toda população brasileira.

Uma boa leitura.


Errata: na edição 41, o crédito da matéria “IEN: conhecimento, inovação e tecnologia para a sociedade” (página 40), de autoria de Lúcia Teixeira, foi publicado na página anterior, na matéria “IRD: referência em proteção na AL”.

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