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CAPA DA EDIÇÃO Nº 41
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EDIÇÃO Nº 41

IRD: referência em radioproteção na AL

Lúcia Teixeira

O Instituto de Radioproteção e Dosimetria (IRD) é um dos mais importantes centros na América Latina dedicados ao controle de radioproteção, dosimetria e metrologia das radiações ionizantes.

Sua atuação abrange áreas como indústria, medicina e institutos de pesquisa, assim como todas as atividades que possam resultar em exposição do homem e do meio ambiente à radiação. Uma das principais linhas de ação do Instituto está voltada para o aprimoramento da qualidade da radioterapia, da medicina nuclear e do radiodiagnóstico, buscando não só um melhor desempenho como garantir a proteção do paciente, através da redução das doses de radiação administradas em procedimentos de diagnóstico e da correta entrega da dose prescrita naqueles de radioterapia. O IRD preocupa-se, ainda, com os profissionais que atuam nessas áreas, através da redução da sua exposição à radiação.

Dentre os trabalhos desenvolvidos para o controle da qualidade em procedimentos de radioterapia está a utilização de técnicas dosimétricas, com medidas in vivo, para a verificação da dose terapêutica entregue aos pacientes. O trabalho é realizado em conjunto com instituições médicas como o Instituto Nacional de Câncer (Inca). O IRD também desenvolve simuladores para o controle da qualidade de tratamentos específicos, como a radiocirurgia, que exigem grande precisão no valor e localização da entrega da dose.

Os níveis de exposição dos pacientes e trabalhadores envolvidos em radiologia intervencionista são maiores que na radiologia convencional. Para otimizar a proteção radiológica nessa área, o IRD investiga diversos métodos dosimétricos em pacientes e profissionais, aplicáveis em procedimentos complexos. A pesquisa permitirá, também, montar um banco de dados com informações dosimétricas, voltado para a melhoria da prática da proteção radiológica de todos os envolvidos e difusão do conhecimento entre profissionais da área intervencionista.

Outro projeto conduzido pelo Instituto tem como objetivo avaliar o risco de desenvolvimento de câncer em crianças submetidas a exames de tomografia computadorizada. A pesquisa, que abrange o período entre 2013 e 2015, tem a coordenação da pesquisadora Lene Veiga, do IRD, e parceria com a Agência Internacional de Pesquisa sobre Câncer (IARC). Outros nove países participam deste estudo da agência.

Segundo os pesquisadores, o uso de exames de radiodiagnóstico tem aumentado e os dados provenientes de estudos nessa área são escassos em todo o mundo. Ao acompanhar grupos de crianças, o estudo permitirá avaliar o risco de desenvolvimento de câncer, especialmente entre os que fazem algum tipo de tratamento e se submetem algumas vezes ao mesmo exame. O projeto “Tomografia computadorizada pediátrica no Brasil: frequência de utilização, dose absorvida e risco de indução de câncer de tireóide”, coordenado pelo IRD, foi aprovado no âmbito do Programa Ciência sem Fronteiras, do Conselho Nacional de Pesquisa (CNPq) e do Conselho de Aperfeiçoamento do Ensino Superior (Capes) do Ministério da Educação (MEC).

O IRD também contribui para a melhoria da infraestrutura existente no país para a detecção precoce do câncer de mama, com a realização de pesquisas relacionadas à qualidade de imagens e quantidade de doses aplicadas em exames de mamografia. As informações sobre características dos serviços, mamógrafos, processadoras, conjunto filme-tela e os resultados dos testes de desempenho de equipamentos e materiais, bem como da qualidade de imagem e da dose, são fundamentais.

Alguns estudos do IRD com relação a testes de qualidade da imagem evidenciaram que as maiores causas de imagens abaixo do ideal estão relacionadas ao funcionamento incorreto da processadora e ao desajuste do sistema de controle automático de exposição. Com o advento da mamografia digital, novos estudos estão em curso para comparar as tecnologias envolvidas e para identificar quais ajustes podem ser feitos em prol da otimização de doses para as pacientes.

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