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CAPA DA EDIÇÃO Nº 41
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EDIÇÃO Nº 41

Os (muitos) frutos gerados pela implantação de uma usina nuclear

Em 1933, os EUA enfrentavam uma grave recessão econômica, com altas taxas de desemprego, a queda vertiginosa da produção industrial e a paralisação da construção civil. Em maio daquele ano, o presidente Franklin Delano Roosevelt criou a Autarquia do Vale do Tennessee (TVA, na sigla em inglês), para criar e implantar um ousado projeto, baseado na geração de energia, voltado para desenvolver a atrasada região do vale do Tennessee, que abrangia áreas de sete estados. Na época, a maioria dos lares do lugar não tinha acesso à eletricidade. O projeto da TVA previa o controle dos rios e a construção de um sistema de reservatórios e represas de uso múltiplo, para controle de inundações e geração de energia. Embora combatida na época, a iniciativa transformou a região, considerada até então a mais pobre dos EUA, levando energia para a população, gerando empregos tanto nas obras como no comércio e indústria. Com esse resultado, a TVA se tornou modelo para projetos de diversos países por todo o mundo, dentre eles o Brasil.

O exemplo da TVA é emblemático do retorno proporcionado por projetos de infraestrutura, como os voltados para a geração de energia, que geram empregos, movimentam a economia local e, com isso, provocam o aumento da arrecadação de impostos. No caso da construção de usinas nucleares, os benefícios vão além; mais que criar empregos básicos, uma usina nuclear contribui para o desenvolvimento tecnológico da região onde se instala. Por demandar profissionais altamente qualificados, cria não só mercado para a mão de obra de formação superior ou de nível técnico especializado, como estimula a criação ou o aperfeiçoamento do sistema educacional que irá fornecê-la.

A região sul fluminense é um exemplo do desenvolvimento gerado pelas usinas da Central Nuclear Almirante Álvaro Alberto, em Angra dos Reis. E, no futuro, espera-se que o mesmo aconteça no Nordeste. Junto com o desenvolvimento econômico, as duas novas usinas nucleares previstas pelo Programa Nuclear Brasileiro (PNB) proporcionarão à região mais segurança no suprimento de energia elétrica, hoje limitado à geração hidrelétrica ou de usinas térmicas a óleo combustível. Além de gerar energia em grande escala e com custo competitivo, as usinas nucleares apresentam uma característica valiosa para um mundo em busca de fontes energéticas de baixo carbono: não emitem gases que aumentam o efeito estufa, contribuindo assim para a geração de energia limpa e sustentável.

Embora seja a sua parte mais difundida, a tecnologia nuclear não se limita à geração de energia elétrica. Devido a sua abrangência, as aplicações nucleares ganham espaço em diversos setores, como a indústria, o meio ambiente e a saúde, contribuindo para a qualidade de vida e para a inclusão social. Na agricultura, setor responsável por grande parte do crescimento da economia do país, as técnicas nucleares são empregadas para aumentar a produtividade e, ao mesmo tempo, reduzir o uso de agrotóxicos. Com suas técnicas e processos para monitorar e reduzir a poluição da água, do solo e do ar, a energia nuclear ajuda a preservar o meio ambiente; na saúde, oferece medicamentos voltados para exames de diagnóstico e tratamento de doenças. Essas duas áreas são apenas alguns exemplos dos muitos benefícios da tecnologia nuclear para a sociedade, como irão mostrar os trabalhos e debates da International Nuclear Atlantic Conference (Inac 2013), que se realiza de 24 a 29 de novembro, em Recife, Pernambuco. Considerada um dos maiores eventos do setor em todo o mundo, a conferência reunirá pesquisadores brasileiros e estrangeiros e terá como tema “A tecnologia nuclear como indutora da inclusão social”.

Esta edição da Brasil Nuclear também é dedicada a este tema. Apresentamos os trabalhos realizados pelos centros de pesquisa e também as ações sociais desenvolvidas pelas empresas do setor.

Boa leitura.

Associação Brasileira de Energia Nuclear

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