Receba as newsletters da ABEN:
Imagem loading
English
Revista Brasil Nuclear Revista Brasil Nuclear

Pesquise uma Notícia

CAPA DA EDIÇÃO N° 40
Ver Mais: EDIÇÃO Nº 47 : EDIÇÃO Nº 46 : EDIÇÃO Nº 45 : EDIÇÃO Nº 44 : EDIÇÃO Nº 43 : EDIÇÃO Nº 42 : EDIÇÃO Nº 41 : EDIÇÃO N° 39 : EDIÇÃO N° 38
Assinar a revista brasil nuclear ANUNCIE NA REVISTA BRASIL NUCLEAR
EDIÇÃO N° 40

Depoimentos Aben 30 anos

“A Aben está cumprindo o papel que idealizávamos quando a criamos”

Antônio Carlos Barroso

Em 1970, quando ia me formar em Engenharia Mecânica na UFRJ e estagiava na Standard Elétrica, uma empresa do grupo ITT, eu estava muito decepcionado com o trabalho de engenheiro e tinha certeza de que aquilo não era o que eu queria para mim. Para minha sorte, por ser um dos melhores alunos, fui convidado a fazer o mestrado em Engenharia Nuclear, que estava sendo criado pela Coppe naquela época. Interessei-me de imediato. Meu plano era fazer o mestrado e, depois, ingressar em Furnas, que estava começando a atuar na área nuclear e me parecia uma empresa com um grande potencial. Enquanto fazia o curso de nivelamento, tomei conhecimento do mestrado especial, um programa concebido pela Comissão Nacional de Energia Nuclear (Cnen) para enviar pessoas para fazer doutorado no exterior. Como eu tinha sido um dos dois primeiros colocados do curso de nivelamento, tinha direito a ingressar no mestrado especial. Cursei por 18 meses o mestrado no Instituto Militar de Engenharia (IME) e, depois, fui para o Massachusetts Institute of Technology (MIT), nos EUA, para fazer o doutorado, e voltei quatro anos e meio depois, em 1977.

Quando fui para o MIT, eu tinha uma impressão pouco favorável da Cnen. Mas, quando regressei, minha percepção sobre a empresa mudou, pois estavam lá o Rex Nazaré Alves, impondo muito dinamismo, e o professor Hervásio de Carvalho. Depois de contatos com a Nuclen e a Coppe, decidi trabalhar na Cnen. O pessoal egresso dos primeiros anos do programa do mestrado especial se dividiu entre Cnen, Nuclen e Coppe e acabamos formando uma turma. Eu também me tornei professor em tempo parcial da Coppe. Com isso, transitava bem entre o pessoal da Nuclebrás, da Nuclen, da Cnen e da universidade. Naquela época, havia certa divisão entre o discurso da Nuclebrás, da Nuclen e de outras subsidiárias, que eram muito “chapa branca” e o discurso da universidade, ficando a Cnen e Furnas no meio termo. Este fato acabou sendo decisivo para eu me tornar o primeiro presidente da Aben.

A partir de conversas com o pessoal da Coppe, começamos a nuclear a ideia de criar uma associação e tentar montar seu estatuto. Falamos com alguns contatos de Furnas. Consegui também o contato de um funcionário da Companhia de Energia de São Paulo (Cesp) que já tinha pensado nisso, quando houve uma tentativa naquela empresa de se criar uma área nuclear, a exemplo de Furnas. Com esses contatos, começamos a montar um estatuto. Era uma tarefa bem trabalhosa naquela época, quando não havia internet. A gente redigia à mão, depois datilografava na máquina de escrever, em seguida xerocava e distribuía para comentários, etc. Fizemos várias reuniões no Rio, e em duas delas o funcionário da Cesp participou, dando muitas contribuições. Quando a primeira versão do estatuto estava pronta, recebemos outro estatuto, de boa qualidade, elaborado por funcionários da Nuclen. Consolidamos os dois documentos e fizemos o estatuto da entidade. A partir daí, começamos a mobilizar as pessoas para a criação da Aben. O Rex Nazaré nos cedeu uma salinha no quarto andar da Cnen, que compartilhávamos com a Associação Brasileira de Direito Nuclear.

A montagem da primeira diretoria foi muito cuidadosa. Naquela época, em plena ditadura, se fizéssemos um gráfico linear, tínhamos, de um lado, a Nuclebrás e subsidiárias, com um discurso completamente “chapa branca”. De outro lado, as universidades. Nós queríamos uma associação com um discurso menos contaminado. O medo do pessoal da universidade era que a Nuclebrás entrasse forte e tentasse se apossar da Aben, com uma diretoria. Fui lançado como cabeça de chapa, tendo como vice-presidente Luis Fernando Seixas, da Coppe, e como diretores funcionários de Furnas. Mas, para nossa surpresa, não teve outra chapa, e fomos eleitos. O mandato era de dois anos, mas propusemos que o nosso fosse um pouco mais curto, para acertar datas. Mobilizamos uma boa quantidade de pessoas que aderiram à proposta e então fizemos a reunião de criação no Clube de Engenharia, em 7 de dezembro de 1982.

Nossa intenção era mobilizar pesquisadores, gestores, os profissionais do setor. A Aben não era uma entidade política em si. Era uma entidade técnica, mas sem as barreiras impostas pelo discurso “chapa branca”, que impedia aos funcionários da Nuclen e da Nuclebrás qualquer questionamento. Para dar ideia de informalidade à mobilização, nós fazíamos uma brincadeira nas chamadas para as confraternizações que colocávamos em nosso boletim: “Toda quinta-feira do mês par tem chopp nuclear”. A brincadeira consistia em dizer que a reunião seria gravada, pois bebida e boa companhia trazem a solução para todos os problemas.

A entidade começou com cerca de 80 sócios e entregamos com 600 sócios. Foi um crescimento exponencial em nosso primeiro mandato. Eu participei do segundo mandato, pois tínhamos como norma que o presidente era membro vogal da diretoria seguinte, para ajudá-la.

Dentre as realizações do primeiro mandato, eu destaco a incorporação do Encontro de Física de Reatores (Enfir), que já existia e passou a abordar também a Termohidráulica. E a ideia de criar o Congresso Geral de Energia Nuclear, o Cgen. O evento foi realizado no mandato seguinte, mas nós montamos as comissões para a sua viabilização.

No primeiro mandato, nossa tônica era agrupar, crescer, começar a patrocinar um grande evento técnico-científico e sair do discurso "chapa branca", mas ainda não tínhamos muita ousadia no engajamento político. Em 1985, com o início da transição da ditadura para a democracia, através da eleição indireta para Presidente da República, a Aben passou a ocupar um espaço político um pouco maior. Causava-nos certa tristeza, na época, ver que qualquer coisa que acontecia na área nuclear a imprensa entrevistava o presidente da Associação Brasileira de Física e não procurava ninguém da Aben. Mas, nos últimos anos, isso mudou.

A área nuclear como um todo ainda patina no Brasil. Ainda não temos uma definição clara, por exemplo, de que percentual da nossa matriz de geração elétrica deve ser de base nuclear. Não há uma diretriz quanto a isso, que permita à indústria nuclear se planejar e saber quando se tornará autossustentável e dentro de que dimensões. De qualquer maneira, fica a satisfação de ver que a Aben é um dos players, um dos contribuintes dessa discussão. A câmara de decisão está acima da Aben, mas ela pode influenciar. Eu me sinto muito satisfeito com o crescimento da entidade. A Aben ganhou muita maturidade e está cumprindo seu papel. O papel que nós idealizávamos quando a criamos.

Primeiro presidente da Aben, Antônio Carlos Barroso trabalha no Instituto de Pesquisas Energéticas e Nucleares (Ipen)

 

“A Aben abriu a possibilidade de o funcionário expor suas ideias de modo profissional e pessoal e não institucional”

Marco Antonio Saraiva Marzo

Após a gestão da diretoria inicial da Aben, sob a presidência do Antônio Carlos Barroso, houve a primeira eleição direta para a diretoria da Aben. Nossa chapa foi formada a partir de duas ou três assembleias dentro da Cnen e visava a defender um modelo coletivo de gestão, além de apoiar o desenvolvimento nacional de aplicações da energia nuclear. Deve-se considerar que naquela época, ainda na fase da “transição” democrática, não era comum assembleias de funcionários ou campanhas eleitorais de associações, mesmo que de cunho técnico-profissional como é a Aben. Nossa chapa não tinha membros apenas da Cnen, mas de outras instituições, em especial da diretoria Nuclear de Furnas, que mais tarde viria a formar a Eletronuclear. Nossa gestão foi participativa e praticamente todos os membros da diretoria se dedicaram muito à Aben. Foi possível divulgar nossas ideias e, de certo modo, integrar os profissionais da área nuclear, que até então eram muito isolados.

O principal objetivo da Aben era e é prover um foro de discussão e integração aos funcionários da área nuclear. Além disso, a Aben é um canal de comunicação entre os funcionários da área e a sociedade em geral. Naquela época, em especial, havia uma necessidade imensa de se discutir os rumos do programa nuclear brasileiro - pois ainda havia uma dicotomia entre o programa nuclear oficial (Nuclebrás), baseado no Acordo Brasil-Alemanha, e o programa nacional (Paralelo) - e informar a sociedade sobre o desenvolvimento da área. Nesse ambiente, a participação da Aben foi muito importante para, pelo menos, abrir um espaço para uma discussão aberta e democrática sobre os rumos do programa. Foram essas as minhas motivações para participar da Aben. É importante também salientar que a Aben abriu a possibilidade de cada funcionário expor suas ideias de modo profissional e pessoal e não institucional.

O principal desafio foi convencer os funcionários do setor a se juntarem à Aben e a participar da associação. Também foi difícil enfrentar as resistências das direções das instituições que não estavam acostumadas com um debate democrático. Mesmo assim, houve um grande aumento de sócios, com a organização de reuniões e assembleias em quase todas as instituições nucleares como IEN, IRD, Furnas, Nuclebrás, Nuclei, Nuclep, etc.

Nossa gestão foi cheia de desafios e foi possível consolidar a Aben graças ao trabalho e dedicação de todos os componentes da diretoria. Louvo também as diretorias posteriores, que sempre trabalharam para dar a merecida projeção à entidade e, portanto, aos funcionários da área nuclear. Estou afastado do Brasil há quatro anos e não tenho, infelizmente, acompanhado de perto os trabalhos da Aben. No entanto, creio que o desafio é sempre manter uma independência de atuação, para permitir o debate democrático e a participação de todos os funcionários do setor.

Presidente no biênio 1985-1986, Marco Antonio Saraiva Marzo é diretor da Divisão de Operações A do departamento de Salvaguardas da Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA)

 

“A Aben movimentou-se, gradativamente, no sentido de ser reconhecida como uma organização que deveria ser ouvida e consultada”

Ronald Araújo da Silva

Considero a Aben uma voz de integração do setor nuclear. Eu a presidi em uma fase de muitos desafios, como o setor nuclear continua enfrentando. Tínhamos uma equipe bastante competente, com gente da Coppe, Furnas, Marinha. Nossa preocupação era integrar mais ainda a equipe. Estávamos tentando consolidar uma tecnologia própria, integrando a tecnologia alemã com a que desenvolvíamos aqui no Brasil.

Não só naquela época, como também em outras, passamos por crises de recursos, de estabilidade do governo, de motivação. Mas, desde que foi criada, a Aben movimentou-se gradativamente no sentido de ser reconhecida como uma organização que deveria ser ouvida e consultada. Esse movimento progressivo foi a caminhada da Aben rumo à consolidação de um nome no setor nuclear brasileiro.

Acho que temos alguns desafios importantes. O primeiro é a consolidação do programa de Angra 3, porque é preciso manter um fluxo de recursos para a construção. Acho que o Programa de Desenvolvimento do Reator Multipropósito Brasileiro também é prioritário para o desenvolvimento do programa nuclear do país.

Fui, durante dez anos, diretor da INB e acho que o país poderia dar uma prioridade à Unidade de Enriquecimento de Urânio de Resende, que já tem o primeiro módulo instalado. Considero também importante que a Marinha continue a desenvolver essa tecnologia. Deveríamos retomar o programa de pesquisa mineral para aumentar a prospecção de urânio e, ainda, precisamos definir a questão da exportação de urânio. A exportação de uma parcela do urânio da mina de Santa Quitéria, que tem uma reserva estimada de cerca de 150 mil toneladas, alavancaria todo o programa de desenvolvimento da INB de implantação da Unidade de Enriquecimento.

Presidente no biênio 1987-1988. Atualmente aposentado, Ronald Araújo da Silva trabalhou em Furnas, na INB e no CTMSP

 

“Foram momentos difíceis, pois existia uma pressão política de altos escalões do governo contra a atuação da Aben”

José Rubens Maiorino

Assumi a presidência da Aben a convite de colegas e do ex-presidente Edson Kuramoto. Por ter um perfil mais técnico do que político, priorizei na minha gestão a aproximação da associação com a comunidade técnico-científica, com a criação das divisões regionais, com o fortalecimento dos eventos técnicos (Enfir/Enan) e com o lançamento da revista Brasil Nuclear, com o apoio de colegas. Sem descuidar dos aspectos políticos, para os quais contava com o suporte do vice-presidente, Everton Carvalho, e do colega Guilherme Camargo, na defesa da soberania nacional e na luta contra acordos de salvaguarda discriminatórios.

O cenário político era, a meu ver, extremamente desfavorável, pois vivíamos o auge do neoliberalismo e nos sujeitávamos a imposições externas no controle de nossas atividades técnicas, além de existir uma política de desmotivação de programas nacionais (ser nacionalista era fora de moda). O principal desafio foi lutar no Congresso Nacional pela defesa da soberania nacional no setor nuclear. Foram momentos difíceis, pois existia uma pressão política de altos escalões do governo contra a atuação da Aben.

Sempre estive envolvido na organização dos eventos científicos nucleares, principalmente do Enfir. Este envolvimento me aproximou da Aben. A importância da Aben na minha vida pessoal e profissional foi extremamente salutar e uma lição de vida que carrego até hoje. O exercício da presidência fez com que conhecesse melhor o setor nuclear e ter feito amigos e companheiros que tenho até hoje.

Acredito que a Aben deve priorizar ações que resguardem a perda do conhecimento provocada pelo envelhecimento dos nossos profissionais, motivando os jovens a seguirem a carreira nuclear. Deve promover, também, a difusão do conhecimento e uma maior aproximação com o público.

Apesar de aposentado, continuo atuando como professor, pois acredito na força de nossa juventude e que a formação de recursos humanos é a chave para o sucesso do setor nuclear.

Presidente no biênio 1993-1994, José Rubens Maiorino é professor-adjunto de Engenharia de Energia na Universidade Federal do ABC

 

“Passamos por cima da polarização política e tratamos de trazer todos os pensamentos em uma mesma direção”

José Roberto Rogero

Fiz parte de um período de consolidação da Aben como entidade representante do setor nuclear. Havia certa polarização política que atrapalhava a participação de outros representantes. Na minha gestão, passamos por cima desta polarização e tratamos de trazer todos os pensamentos numa mesma direção. Tenho que ressaltar também a organização do Enan/Enfir em Poços de Caldas, até hoje considerado entre os melhores já realizados. Iniciamos também a discussão da realização de um evento internacional integrado que hoje se tornou a Inac.

Sofremos muito com a “pá de cal” do governo Collor, e o governo Fernando Henrique não moveu uma palha para apoiar o setor nuclear. Considero um período de vacas magras em todas as áreas. A única coisa que funcionava era o programa da Marinha do submarino nuclear e o consequente domínio do ciclo do combustível nuclear, graças ao almirante Othon e sua equipe, que incluía o Ipen.

Angra 2 foi inaugurada em 2001. Durante o período 97/98, a nossa preocupação era lutar com todas as forças para que Angra 2 conseguisse os recursos necessários para o término da obra e sua inauguração. Num governo inerte em relação ao setor nuclear, essa tarefa tomou conta de todos aqueles que podiam contribuir, entre eles a Aben.

A Aben tem que ser a porta voz do setor nuclear. Não posso entender que, quando a população precisa ser esclarecida sobre fatos e avanços na área nuclear, a mídia sempre procure as mesmas pessoas, que não trabalham ou trabalham muito pouco na área nuclear. Investir na divulgação dos benefícios da energia nuclear, assumir o estigma que carregamos das bombas atômicas, deve estar sempre na pauta da atuação da Aben, sendo seu principal desafio.

Deixo minhas congratulações aos 30 anos de criação da Aben e agradeço a todos que se dedicaram gratuitamente para criá-la, fortalecê-la e mantê-la. Desejo que as novas gerações de profissionais do setor nuclear entendam a importância da Aben e lutem por ela.

Presidente no biênio 1997-1998, José Roberto Rogero trabalha no Instituto de Pesquisas Energéticas e Nucleares (Ipen/Cnen)

 

“Tivemos forte presença no Congresso Nacional, onde criamos uma rede de parlamentares comprometida com Angra 3”

Everton Almeida Carvalho

Esta fase da gestão da Aben foi muito rica, pois tínhamos a nosso favor o sucesso do empreendimento Angra 2, para o qual as gestões anteriores da Aben muito contribuíram. Com este carro-chefe, lançamos em nossa gestão a proposta da realização da 1ª International Nuclear Atlantic Conference (Inac), que foi um grande passo rumo à incorporação de uma discussão temática em nível internacional das questões nucleares.

O sucesso de Angra 2 nos lançou na busca de Angra 3. As perspectivas do ciclo do combustível também eram muito positivas, com o início da implantação do projeto de enriquecimento de urânio da INB, sob o comando do Roberto Nogueira da Franca, um entusiasta do setor que sempre apoiou as ações da Aben. Enfim, tive a felicidade de contar com um ambiente político muito favorável no período da nossa gestão.

Desafios não faltaram. O principal foi manter a mobilização e, principalmente, a motivação dos técnicos do setor. E isto foi atingido.

Penso que o início da campanha pela usina Angra 3 foi nossa grande conquista. Atuamos junto aos formadores de opinião através do Programa de Aceitação Pública da Energia Nuclear (Apub) e tivemos forte presença no Congresso Nacional, onde fomos capazes de criar uma rede de parlamentares comprometida com Angra 3, fator que acabou resultando no convencimento do presidente Lula em autorizar as obras desse importante empreendimento energético.

Presidente no biênio 1999-2000, Everton Carvalho é presidente da Associação Brasileira de Integração e Desenvolvimento Sustentável (Abides), diretor da Câmara de Comércio Brasil/Bolívia da Associação Comercial do Rio de Janeiro e secretário executivo adjunto da Federação das Câmaras de Comércio da América do Sul (Federasur)

 

“Fui a primeira presidente mulher da Aben, trabalhamos muito pela aprovação da usina de Angra 3”

Maria Helena Sampa

Comecei a atuar no setor nuclear em 1976 e achei interessante uma associação que divulgasse o setor nuclear. Eu sou pesquisadora técnica, mas fui convidada pelo presidente na época, Everton Carvalho, que incentivou o superintendente do Ipen, Cláudio Rodrigues, a me apoiar.

Fui a primeira mulher a presidir a Aben. Foi uma experiência enriquecedora: trabalhei muito pela aprovação da usina de Angra 3, junto com a Eletronuclear, INB, Cnen e demais diretores da Aben; fui ao Congresso Nacional para divulgar e mostrar os benefícios da tecnologia nuclear. Criamos a Inac. Com relação à medicina, houve um incremento substancial por parte do governo e de empresas privadas instalando cíclotrons de partículas para produção de radiofármacos de meia-vida curta.

O principal desafio é que a Aben seja mais participativa na área nuclear e em setores correlatos. A divulgação de informações é muito importante. Desejo que a Aben continue na liderança do setor nuclear brasileiro, sempre agregando conhecimentos.

Presidente no biênio 2001-2002, Maria Helena Sampa é pesquisadora do Ipen/Cnen e consultora na área de aplicações e técnicas nucleares na indústria utilizando radiação ionizante

 

“Ter a comemoração dos 30 anos da Aben documentada na revista Brasil Nuclear é uma grande vitória”

Guilherme Camargo

Um intervalo de 20 anos separa os dois períodos em que estive à frente da Aben. Foram dois momentos bem distintos do país. Em 1988, vivíamos uma grande crise econômica, decorrente do fracasso do Plano Cruzado. O país entrara em moratória e o setor nuclear estava virtualmente paralisado. Mas, apesar desse cenário, conseguimos iniciar uma discussão política do setor junto ao Congresso Nacional, onde estavam sendo concluídos os trabalhos da Constituinte, que levaria à promulgação da Constituição de 1988, de 5 de outubro de 1988. Pouco antes, em 31 de agosto de 1988, havia sido promulgado o Decreto-Lei 2.464, que reformulou todo o setor nuclear brasileiro, extinguindo o grupo Nuclebrás. Tivemos a oportunidade de participar desse debate, influenciando no sentido de que o setor nuclear saísse fortalecido naquele contexto de mudança. Ainda existem correções a serem feitas, mas, de uma forma geral, o balanço foi positivo.

Já em 2008, o cenário era totalmente diferente: a economia do país melhorava acentuadamente e tínhamos acabado de receber o sinal verde para o início da construção de Angra 3. Foi um momento extremamente importante para o setor nuclear brasileiro, que ganhou uma nova e especial motivação. Um reflexo disso foi a participação de mais de 2 mil pessoas na Inac 2009. Foi um congresso muito marcante no Rio de Janeiro.

Nesses 20 anos entre as duas gestões, houve uma diferença enorme na influência da Aben no setor nuclear brasileiro. Quando assumi a presidência , em 1988, a Aben era pouca conhecida e não tinha muita representatividade. Éramos um grupo de amigos, como o Roberto Travassos, que continua na entidade (hoje como tesoureiro), José Carlos Castro e a Márcia Flores, entre outros, que se dispunham a trabalhar em prol do setor nuclear. Cuidávamos de tudo o que fosse necessário, desde o aluguel de uma sala modesta e a limpeza, até a nossa atuação no Congresso Nacional. A demanda era muito grande. Hoje, a associação está muito bem estruturada, é um nome de referência e os congressos são altamente concorridos. Sempre que há qualquer questão relevante para o setor nuclear, a Aben costuma ser convidada a participar. E, mesmo quando isso não acontece, ela dá um jeito de ser convidada e de ser uma instituição protagonista das atividades nucleares no Brasil. Muito se conquistou nesses 20 anos. E, de 2010, quando deixei a presidência, para cá, esse trabalho teve continuidade com Edson Kuramoto. Eu espero que a Aben continue assim por muitos períodos de 30 anos, porque a energia nuclear no Brasil, a despeito de todas as dificuldades, veio para ficar.

Nós vivemos de pequenas vitórias e grandes vitórias. Eu procurei falar das grandes vitórias: o nosso Programa de Aceitação Pública (Apub), a atuação política no Congresso Nacional nos momentos decisivos. As vitórias pequenas são obtidas no dia a dia, são os recursos que entram, as dificuldades vencidas no dia a dia. Cada revista Brasil Nuclear que editamos é uma vitória, cada congresso que realizamos é uma vitória em si. Vivemos de desafios e esses desafios são enfrentados e vencidos no dia a dia. O fato da comemoração dos 30 anos da Aben ser documentada em uma revista Brasil Nuclear é uma grande vitória, para mim.

Presidente nos biênios 1989-1990 e 2009-2010, Guilherme Camargo é superintendente da Qualidade da Eletronuclear

 

“O setor nuclear brasileiro vem se fortalecendo. É um horizonte positivo, em crescimento e com uma perspectiva de consolidação futura”

Francisco Rondinelli

A Aben tem uma característica interessante: é uma entidade que vem se fortalecendo em termos de atividade, em termos do próprio crescimento do setor nuclear do Brasil. Construímos Angra 1 e Angra 2, abrimos uma nova mina de urânio em Caetité e um centro de pesquisa em Recife, construímos um repositório de rejeitos em Goiânia. O setor nuclear brasileiro vem crescendo, e a Aben tem crescido junto.

Quando assumi a presidência, a organização da Inac, nossa conferência internacional bianual, já estava estruturada. Durante o evento de 2007, em Santos, vimos que a Inac tinha ficado muito grande: a quantidade de trabalhos, de pessoas, de eventos paralelos, a indústria querendo participar. Detectamos, na época, a necessidade de abrir espaço para um conjunto de atividades, discussões, plenários e trabalhos que fosse mais voltado para o setor industrial. Decidimos, então, criar o Encontro Nacional da Indústria Nuclear (Enin), que passou a integrar a Inac.

A Inac é um evento que faz rodízio de locais: Rio de Janeiro, São Paulo (Santos) e Belo Horizonte já receberam. Agora será em Recife. A ideia é levar o evento a todas as localidades que a gente possa aproveitar, dependendo do momento do setor nuclear brasileiro.

O maior desafio que enfrentamos foi a aprovação da construção de Angra 3, que estava em discussão no Conselho Nacional de Política Energética. Fizemos uma mobilização junto aos secretários regionais de Energia. Buscamos, e conseguimos, o apoio da secretária de Energia do Estado de São Paulo, que era a representante das secretarias no Conselho e defendeu a construção da usina. Depois da aprovação, houve todo o processo de discussão e audiências públicas, quando fizemos um trabalho de divulgação na imprensa e junto à opinião pública, fornecendo informações sobre a necessidade de se ter uma usina e dando esclarecimentos sobre as questões de segurança e ambientais.

Minha visão do setor nuclear no Brasil é de crescimento. O cenário político e econômico é favorável. Houve o acidente de Fukushima, o mundo inteiro discutiu essa questão, mas não houve retrocesso no que se refere à manutenção de programas e ao planejamento de construção de novas usinas. A energia nuclear tem um espaço na matriz energética mundial e isso vai perdurar. E, no Brasil, vemos o crescimento de várias áreas de aplicação da energia nuclear. Na área de medicina, por exemplo, uma tecnologia aplicada à saúde que não havia no Brasil cresceu muito: diagnóstico usando radiofármacos produzidos em acelerador cíclotron. É uma tecnologia recente em âmbito mundial. No Brasil, há dez anos tínhamos um cíclotron em São Paulo e agora temos mais de dez no país, produzindo. Na área industrial, podemos citar a gamografia. A UFRJ implantou o curso de graduação de Engenharia Nuclear. A Cnen implementou um programa de bolsas voltado para a pós-graduação na área nuclear. Então, meu testemunho é sempre nesse sentido. O setor nuclear brasileiro vem se fortalecendo, é importante termos os investimentos e tomarmos decisões. É um horizonte positivo, em crescimento e com uma perspectiva de consolidação futura, sem dúvida.

O desafio da Aben é fazer chegar à sociedade informações cada vez mais esclarecedoras e em tempo real, e abrir espaço nos meios de comunicação para poder ser uma referência em termos de esclarecimento para a população. E buscar, junto ao governo, uma maior efetivação, em termos de políticas públicas, para o programa nuclear, a exemplo da ampliação, que vem ocorrendo, das fontes complementares. A Aben tem que trabalhar junto às esferas de governo para o planejamento e a execução dos projetos relacionados à implantação do ciclo do combustível e à expansão da geração nuclear e, dessa forma, o fortalecimento das instituições como um todo.

Presidente no biênio 2007-2008, Francisco Rondinelli trabalha na Comissão Nacional de Energia Nuclear (Cnen)

 

“O Fórum Pró-Angra 3 foi uma das grandes vitórias da Aben”

Edson Kuramoto

Eu me associei à Aben em 1984, quando fazia mestrado em Engenharia Nuclear na Coppe, por interessar-me pelos congressos que ela organizava. No entanto, eu já considerava, naquela época, ser muito importante que a classe tivesse representatividade. E a Aben era a única associação que congregava especialistas da área nuclear. Mas só comecei a ter uma participação mais ativa bem mais tarde, na gestão do Guilherme Camargo, quando estava se discutindo a retomada de Angra 2. Um fato marcante para mim foi uma palestra realizada por ele, na Nuclen, em 1992. Na apresentação, Gilherme Camargo denunciou uma propaganda mentirosa do Greenpeace e a campanha que o movimento, que estava chegando ao Brasil, iria fazer contra a energia nuclear no país e, principalmente, contra a aprovação da retomada de Angra 2. Percebi, então, que o trabalho desenvolvido pela Aben ia muito além da organização de congressos e que a entidade desempenhava um papel político muito importante na defesa do desenvolvimento da tecnologia nuclear no Brasil. A partir daí, passei a frequentar suas reuniões.

Integrei o Conselho Fiscal no primeiro mandato do Alfredo Tranjan e, em 2000, atendi ao chamado do Everton Carvalho, então presidente, para ajudá-lo a coordenar o Enfir. Fui o tesoureiro da Aben na diretoria da Maria Helena Sampa (2001/2002) e na segunda gestão do Tranjan (2003/2004), que a sucedeu. Nesse período, também realizei muitas atividades da presidência, que me foram delegadas pelo Tranjan, que assumira uma diretoria na Cnen. Foi uma época difícil para a Aben, que enfrentou uma grande crise financeira, felizmente superada. A evolução natural foi tornar-me presidente, na administração seguinte (2005/2006).

Além de controlar a situação financeira, como tesoureiro, nesse período participei ativamente da criação do Fórum Pró-Angra 3, que considero uma das grandes vitórias da Aben. Esse processo culminou com a aprovação, em 2006, da retomada das obras da usina, já na administração do Francisco Rondinelli. Pela primeira vez, conseguimos a aprovação de vários segmentos da sociedade para a construção de uma usina nuclear no país. O Fórum Pró-Angra 3 reuniu 18 entidades dos mais diversos segmentos da sociedade civil, que apoiaram a retomada de Angra 3, tais como: o Sindicato dos Engenheiros, o Sindicato das Secretárias, o Sindicato dos Administradores, a Associação Brasileira de Imprensa, o Clube de Engenharia, a Assembléia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj), a bancada do Rio de Janeiro na Câmara Federal, a Câmara de Vereadores de Angra, além de diversas personalidades.

Apoiados por essas entidades, fizemos um trabalho de convencimento junto a vários setores do governo e ao congresso. Conversamos com quase todos os componentes do Conselho Nacional de Planejamento Energético (CNPE), primeira instância para a aprovação da retomada de Angra 3. Também conversamos com vários políticos, principalmente com os líderes e presidentes dos partidos na Câmara dos Deputados e no Senado. Promovemos a visita de vários deputados estaduais, inclusive de deputados do Partido Verde, à Central Nuclear Álvaro Alberto.

Um importante fruto do trabalho desenvolvido pelo Fórum Pró-Angra 3 foi a criação, por parte do governo, de dois grupos de estudos, o primeiro para analisar a retomada de Angra 3 e o segundo, estudar a reestruturação do Programa Nuclear Brasileiro.

Candidatei-me ao segundo mandato atendendo solicitação dos ex-presidentes Guilherme Camargo, Alfredo Tranjan e Francisco Rondinelli. Devido à mudança de governo, eles julgaram ser necessário ter à frente da Aben alguém com experiência política para lutar em defesa da energia nuclear naquele período crítico que tínhamos pela frente.

Os problemas que visualizávamos com o novo governo não aconteceram, mas a minha experiência - ou de qualquer um dos ex-presidentes - foi fundamental para enfrentar uma crise inesperada: o impacto do acidente de Fukushima junto à opinião pública e que afetaria, consequentemente, a posição do governo de apoio à expansão do setor nuclear. Logo após o acidente, a maioria das notícias veiculadas na imprensa era contrária à energia nuclear. E os críticos habituais, que estavam adormecidos, ganharam espaço para voltar com seus velhos dogmas. De uma hora para outra, tivemos que mudar totalmente nossa estratégia de divulgação da energia nuclear. A Aben, como sempre atuou, não se escondeu diante da realidade do acidente. Ela tomou a frente do processo e, sem cair nas armadilhas dos críticos que alardeavam uma tragédia, foi a público explicar as causas e mostrar o verdadeiro impacto do acidente.

Um dos desafios do setor nuclear no Brasil é a necessidade de reestruturação do PNB, adequando-o aos novos tempos. E, principalmente, a criação de uma agência regulatória. Falta um debate com a comunidade nuclear sobre esse projeto, que precisamos conhecer. Consideramos que essa agência deveria ser exclusivamente fiscalizadora e licenciadora das instalações nucleares, tendo independência política e administrativa e contando com o suporte técnico das instituições de pesquisa e das universidades. Também sentimos necessidade, devido ao envelhecimento dos pesquisadores da área nuclear, de um órgão que coordene uma política de formação de recursos humanos para o Programa Nuclear Brasileiro, que hoje não existe. Esta é uma reivindicação do setor.

A nova presidente da Aben, nossa colega Ruth Alves, tem vários desafios pela frente. Um deles é a aceitação pública da energia nuclear; precisamos lutar para recuperar o espaço que tínhamos há dois anos atrás. Outro desafio é a organização da Inac 2013, em Recife. E, finalmente, dar continuidade ao Fórum O Urânio é Nosso.

Presidente nos biênios 2005-2006 e 2011-2012, Edson Kuramoto trabalha na Eletronuclear

 

“A cada desafio vencido, outros se colocam, demonstrando que o setor cresce”

Ruth Soares Alves

Sou engenheira eletricista formada pela Universidade Federal Fluminense (UFF), em 1977, com extensão em análise de sistemas de computação pela PUC/RJ. Durante a graduação, comecei a gostar da geração nuclear, que era algo ainda novo no Brasil. Ao longo da minha vida profissional passei por inúmeros treinamentos e cursos na área nuclear, tendo sido trainee na Alemanha nos anos 80. Admitida na Eletronuclear em 1978, participei do projeto, construção, montagem e comissionamento de Angra 2 e em muitas melhorias em Angra 1. Conheci a Aben nos anos 80, através de colegas da antiga Nuclen, sem contudo participar da entidade. Minha participação efetiva teve início em 2005, ao atuar na organização da Inac, realizada naquele ano em Santos, São Paulo. A partir daí, passei a ser consultada sobre o status da energia nuclear no mundo, que acompanho como parte de minhas atividades diárias.

Esse contato me permite prever boas perspectivas para setor nuclear no cenário mundial, em 2013, mesmo considerando o desligamento das usinas japonesas, que aguardam o término das avaliações de segurança derivadas do acidente de Fukushima. Além dos 437 reatores em funcionamento, com capacidade de 372.512 MWe, estão sendo construídos 68 novos reatores, que adicionarão mais de 65 mil MWe ao parque nuclear. Esses reatores se encontram em sua maioria na Ásia (66%), região com a maior população do planeta e, consequentemente, com maiores necessidades energéticas. Destes, 55 são do tipo PWR, como os usados em Angra. Acredito que as mudanças políticas no Japão levem ao religamento das usinas nucleares, que conta com a concordância de mais da metade da população que vive na região das centrais. O fator econômico também tem um grande peso na decisão, uma vez que, sem a energia nuclear, houve um grande aumento do custo de geração de energia, com impacto na balança comercial do país, devido à maior importação de gás e petróleo.

No Brasil, a energia gerada de fonte nuclear, em 2012, foi de 16.040 GWh, um crescimento de cerca de 2,4% em relação a 2011. Foi um recorde histórico da Central Nuclear Almirante Álvaro Alberto (CNAAA). O país precisa ter uma matriz elétrica diversificada, que contemple toda e qualquer forma de geração, para não ficar a mercê de condições climáticas que tendem a se tornar mais adversas com o aquecimento global.

Cada presidente trouxe para a Aben seus conhecimentos e sua experiência profissional. Visões tão diferenciadas foram muito importantes no processo de construção e evolução da entidade, no qual as lutas foram mudando ao longo do tempo. Angra 3 se consolidou, mas outros projetos se apresentam, como a construção do Reator Multipropósito Brasileiro (RMB) e do submarino nuclear, a conclusão da instalação de enriquecimento de urânio e a construção da unidade de conversão do hexafluoreto de urânio, pela INB, e as atividades de P&D nas áreas de aplicações nucleares, tecnologia e física de reatores, de tratamento de rejeitos, de proteção radiológica, do ciclo do combustível e meio ambiente.

A cada desafio vencido, outros se colocam, demonstrando que o setor cresce.

Entre os desafios a enfrentar, eu destaco o da comunicação com a sociedade. Precisamos falar sobre as atividades nucleares para o público leigo de forma leve, porém clara. Devemos evitar os jargões fortemente técnicos, que dificultam o entendimento dos “não iniciados”. Acredito que precisamos falar “mais fácil” ou “mais simples” sem perder a correção e sem sermos herméticos. A aceitação pela sociedade da energia nuclear e de suas aplicações como uma tecnologia provada e benéfica é uma necessidade para as atividades de todos os profissionais e empresas do setor, assim como da Aben. Precisamos manter nossos esforços nesse sentido, através do programa Apub, em parceria com as empresas e instituições do setor.

Presidente da Aben no biênio 2013-2014, trabalha na Eletronuclear com planejamento estratégico e sustentabilidade. É a especialista brasileira convidada pela AIEA para o processo de revisão das estimativas das capacidades nucleares no mundo até 2050

"Ancorada por sua reputação de extrema idoneidade e de credibilidade junto à opinião pública, construída ao longo de trinta anos de existência, a Aben tem concorrido significativamente para o progresso da energia nuclear no Brasil. Fiel aos objetivos firmados em seu estatuto, tem promovido, com total transparência, a difusão de informações atualizadas sobre as aplicações pacíficas da energia nuclear e o debate de tópicos importantes relacionados com tais aplicações. O resultado de sua atuação independente tem sido uma integração, cada vez maior, entre a comunidade nuclear e a sociedade brasileira."

Vice-almirante Carlos Passos Bezerril
Diretor do Centro Tecnológico da Marinha em São Paulo (CTMSP)

 

"É um orgulho para o país ter um órgão com a qualidade da Associação Brasileira de Energia Nuclear, um centro de excelência científica e de irradiação de informações. Com grandes avanços na área de utilização pacífica e terapêutica da energia nuclear, seus pesquisadores demonstram que essa importante matriz energética é também fundamental para o desenvolvimento humano. Com seu trabalho, a Aben permite que se aumente o grau de compreensão na sociedade dos benefícios da energia nuclear e de sua importância estratégica para o País."

Jaime Wallwitz Cardoso
Presidente da Nuclep

 

"A presença da Associação Brasileira de Energia Nuclear - Aben - no cenário tecnológico brasileiro é de suma importância. Através de sua atuação, informações fundamentadas e confiáveis sobre aplicações pacíficas da energia nuclear na geração de eletricidade, na medicina, na agricultura e na proteção ao meio ambiente são transmitidas à sociedade. Dessa maneira, a entidade tem a nobre missão de fomentar os benefícios da energia nuclear, integrando a comunidade profissional do setor à sociedade brasileira."

Othon Pinheiro da Silva
Diretor-presidente da Eletronuclear

 

"Acompanho há décadas o trabalho da Aben, em especial no período de oito anos que fui o secretário de Energia do Estado do Rio de Janeiro, quando no convívio pude constatar a referência técnica e institucional do setor nuclear brasileiro e o importante papel da associação."

Wagner Granja Victer
Diretor-presidente da Companhia Estadual de Águas e Esgotos (Cedae)

 

"Na ocasião em que a Aben completa 30 anos de fecundo trabalho na causa nuclear, não poderia deixar de me congratular com seus diretores e sócios. Mantendo uma atuação permanente em defesa da energia nuclear no Brasil, a associação sempre se manifestou publicamente quando alguma crítica negativa ou inoportuna foi feita através da imprensa. Que continue nesta posição vigilante, promovendo sempre a energia nuclear."

Ronaldo Fabrício
Vice-presidente executivo da Associação Brasileira para Desenvolvimento das Atividades Nucleares (Abdan)


"Já se passaram 30 anos, mas até parece que foi ontem que um grupo de profissionais do setor nuclear teve a importante iniciativa de se organizar em torno de uma associação para a difusão das atividades nucleares no país. Entre outros motivos, para divulgar junto à opinião pública as inúmeras aplicações da energia nuclear, entre elas a geração de eletricidade, que era muito questionada na época. A Associação Brasileira de Energia Nuclear tem desempenhado de forma destacada sua missão, através do apoio e organização de eventos sobre a energia nuclear, na presença constante junto aos meios de comunicação e na promoção da integração entre os profissionais do setor e a sociedade brasileira. Vida longa à Aben!"

Aquilino Senra
Presidente da Indústrias Nucleares do Brasil (INB)

Associação Brasileira de Energia Nuclear

Av. Rio Branco, 53, 17º andar, sala 1.702 - Centro Rio de Janeiro (RJ) - CEP 20.090-004 Tel/Fax: (21) 2203-0577 / 2266-0480