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CAPA DA EDIÇÃO N° 40
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EDIÇÃO N° 40

Continuidade e alinhamento

Esta edição da Brasil Nuclear comemora os 30 anos de fundação da Aben. A trajetória da entidade criada em 7 de dezembro de 1982 por um grupo de profissionais do setor nuclear é traçada nas páginas do especial, através dos depoimentos dos seus ex-presidentes. Suas palavras registram as dificuldades e conquistas que marcaram três décadas de trabalho em defesa de uma indústria nuclear estabelecida no Brasil e do desenvolvimento tecnológico autônomo.

Mas, ainda há muito a fazer. Por isso, ao lado da justa e necessária comemoração, a Aben, como representante da comunidade nuclear, considera ser seu dever apontar os muitos problemas enfrentados pelo setor e apresentar algumas contribuições para seu equacionamento.

Acreditamos que a origem desses problemas reside na falta de um planejamento integrado, uma vez que a aguardada e indispensável reestruturação do Programa Nuclear Brasileiro ainda não se concretizou.

Segundo nossa avaliação, a reestruturação da área nuclear deve considerar as condições para o desenvolvimento da tecnologia nuclear autônoma. Para isso, as propostas devem prever os papéis de cada uma das instituições da área e preservar o conhecimento já adquirido. Isso somente será possível se houver um planejamento prévio do processo, procurando melhorar os aspectos positivos já existentes e evitando que as mudanças criem situações que dificultem o desenvolvimento do programa nuclear em andamento. Dois componentes devem ser considerados como fundamentais em qualquer proposta: continuidade e alinhamento.

Consideramos necessária a definição de uma Política Nacional de Energia Nuclear que contemple as expectativas de demanda para o setor em um horizonte mínimo de 20 anos, de forma a permitir a necessária adaptação de cada uma das instituições participantes ao longo do tempo e evitando que o desequilíbrio em favor de um dos atores institucionais ponha em risco o esforço dos demais participantes.

Mais do que qualquer outro programa de governo, o Programa Nuclear Brasileiro tem sofrido ao longo de sua existência com o fluxo intermitente de recursos, função dos diferentes níveis de prioridade dados a ele desde seu início na década de 50. Essa inconstância fez com que muitos empreendimentos fossem interrompidos e depois retomados, aumentando o custo financeiro final e dificultando a manutenção dos recursos humanos e das próprias instalações envolvidas. Por isso, a formulação de um planejamento financeiro realista e a manutenção de seu desembolso ao longo dos anos mostra-se fundamental para garantir que as atividades possam ser desenvolvidas com maior eficiência e com menor custo para o País. Também é importante que se dê continuidade à proposta de criação de uma agência reguladora para as atividades do setor nuclear nacional.

Um dos problemas mais graves gerados pela falta de continuidade do Programa Nuclear é a defasagem na reposição de recursos humanos para as diversas organizações que dele participam. Hoje, os especialistas do setor nuclear têm uma média de idade superior a 50 anos. Desta forma, o conhecimento adquirido pelos profissionais no decorrer dos 30 anos pode se perder em pouco tempo. Para minimizar esse problema, consideramos prioridade estabelecer um programa emergencial para o setor, de curto e médio prazos, para reposição, capacitação e retenção de pessoal, com vistas a fazer frente à elevada média de idade e movimento de aposentadorias nos próximos cinco anos, que podem levar a graves problemas operacionais e perda da capacitação nacional na tecnologia nuclear.

ERRATA - No editorial da edição nº 39 (versão impressa):

"O alto padrão de segurança da energia nuclear está comprovado em mais de 14 mil horas de experiência operacional das 442 usinas nucleares em operação." O correto é: "O alto padrão de segurança da energia nuclear está comprovado em mais de 14 mil anos de experiência operacional das 442 usinas nucleares em operação."

Associação Brasileira de Energia Nuclear

Av. Rio Branco, 53, 17º andar, sala 1.702 - Centro Rio de Janeiro (RJ) - CEP 20.090-004 Tel/Fax: (21) 2203-0577 / 2266-0480