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CAPA DA EDIÇÃO Nº 47
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EDIÇÃO Nº 47

A tecnologia nuclear a serviço da sociedade

A capa desta edição mostra uma das belas imagens que integram o projeto "Under the Skin", exposição de fotos e livro que utilizam a arte para restaurar a autoestima de vítimas de queimaduras. O corpo feminino que serve como tela para o body painting é de uma voluntária vítima de queimadura, tratada pelo Instituto de Apoio ao Queimado de Fortaleza, que receberá os recursos da venda do livro para aplicar no projeto revolucionário que está desenvolvendo: o uso da pele de tilápia no tratamento de queimaduras. Trata-se de uma técnica inédita no mundo e os ótimos resultados já alcançados nos testes clínicos despertaram o interesse de diversos países. Mas o uso seguro da pele de tilápia em humanos só é possível com o emprego da radiação ionizante. Daí a importância da participação do Instituto de Pesquisas Energéticas e Nucleares (Ipen) para o sucesso do projeto. Graças à parceria com o Ipen, foi identificada a dosagem adequada de irradiação gama, gerada a partir de uma fonte de Cobalto 60 que garanta a plena esterilização da pele e, ao mesmo tempo, a preservação dos tecidos.

A irradiação da pele de tilápia, e também de tecidos humanos como pele, ossos e âmnion (película que integra a estrutura da placenta), é um exemplo do uso da tecnologia nuclear na área da saúde. Outro exemplo é a medicina nuclear, que oferece avançadas técnicas de diagnóstico e terapias. A tecnologia nuclear também está presente em aplicações na indústria, agricultura e meio ambiente. Um dos projetos mais importantes do país, o Reator Multipropósito Brasileiro (RMB), visa garantir a autonomia nacional na produção de radioisótopos para aplicações nessas áreas. Hoje, só para atender à demanda anual de 2 milhões de procedimentos em medicina nuclear, o país gasta cerca de US$ 18 milhões com a importação de radioisótopos. O empreendimento também colocará à disposição da comunidade científica nacional um Laboratório de Análise de Materiais Irradiados, um Laboratório de Radioquímica e um Laboratório Nacional de Feixes de Nêutrons para suporte a pesquisas em áreas como nanotecnologia, biologia estrutural, desenvolvimento e caracterização de novos materiais. O investimento previsto é de US$ 500 milhões, uma verba modesta para um projeto deste porte e abrangência. Mesmo assim, os desembolsos não estão garantidos, o que provoca sucessivos atrasos na continuidade do projeto. Previsto para operar em 2014, o RMB só deverá ser inaugurado em 2023.

Esta edição da Brasil Nuclear vai circular na Inac 2017, que tem como tema Energia Nuclear para Projetos Nacionais. Mais uma vez, a Associação Brasileira de Energia Nuclear coloca em discussão em seu congresso a necessidade de uma política de estado para a energia nuclear. E, também, mais uma vez, alertamos para a perda da capacidade técnica, fruto da falta de reposição dos quadros que estão se aposentando.

Mas, é com alento que vemos a recente criação do Comitê para o Desenvolvimento do Programa Nuclear Brasileiro - PNB, vinculado ao Gabinete de Segurança Institucional (GSI), ligado à Presidência da República. Esperamos que o GSI assuma seu papel coordenador e tome a iniciativa de agregar as diversas ações do PNB, hoje dispersas por diversos ministérios. Só assim, o governo demonstrará que incluiu a energia nuclear em sua agenda.

Associação Brasileira de Energia Nuclear

Av. Rio Branco, 53, 17º andar, sala 1.702 - Centro Rio de Janeiro (RJ) - CEP 20.090-004 Tel/Fax: (21) 2203-0577 / 2266-0480