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CAPA DA EDIÇÃO Nº 47
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EDIÇÃO Nº 47

IEN desenvolve novos radiofármacos PET

O Instituto de Engenharia Nuclear (IEN), da Comissão Nacional de Energia Nuclear (Cnen), está desenvolvendo três radiofármacos emissores de pósitrons, insumo básico para exames em aparelhos de tomografia PET-CT, técnica que vem sendo considerada uma revolução da medicina moderna por sua capacidade de produzir imagem molecular. Os novos radiofármacos são marcados com as moléculas Flúor (F-18), Iodo (I-124) e Gálio (Ga-68).

Iniciadas em 2016 e com previsão de quatro anos de duração, as pesquisas encontram-se em diferentes fases, sendo a mais avançada a do radiofármaco 68Ga-EC-DG (etileno-dicisteinaglucosamina marcado com Ga-68), um análogo da glicose para estudos da atividade metabólica de tumores. Amostras do medicamento foram enviadas para o Hospital Universitário da Universidade Federal do Rio de Janeiro, onde estão sendo realizados os primeiros ensaios com animais (estudos pré-clínicos).

Ainda com o Ga-68 estão sendo desenvolvidos o 68Ga dotatate, com aplicação para diagnóstico de tumores neuroendócrinos, e o 68Ga-PSMA, um antígeno específico da membrana da próstata para diagnósticos precoces de tumores da próstata.

Dentre as moléculas marcadas com F-18, o Fluordesoxiglicose (18-FDG) é o traçador PET mais utilizado em áreas como cardiologia, neurologia e oncologia. No entanto, por não ser específico para tumores, o 18-FDG pode se acumular em alguns tumores benignos e processos inflamatórios, gerando diagnósticos falso positivos. Essa limitação traz a necessidade de desenvolvimento de "novos radiofármacos com características químicas diferentes, de modo que o diagnóstico de câncer possa ser realizado de forma sensível e específica", explica a pesquisadora Ana Maria Braghirolli.

Para o estudo da proliferação de células cancerígenas estão sendo desenvolvidas a fluorotimidina (18-FLT) e a fluorcolina (18-F-colina), específicos, respectivamente, para tumor cerebral e câncer de próstata.

O IEN está desenvolvendo o iodeto de sódio marcado com o I-124, utilizado no diagnóstico do câncer de tireoide. Também está sendo iniciada uma nova pesquisa com a marcação do I-124 com a molécula meta-iodo-benzil-guanidina, que tem sua principal aplicação na cardiologia.

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