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EDIÇÃO Nº 46

Apoio político é importante para a área nuclear, diz diretor-geral da AIEA

O diretor-geral da Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA), Yukiya Amano, anunciou que o lema da agência, que comemora 60 anos em 2017, será ampliado do atual "Átomos para a Paz" e passará a ser "Átomos para a Paz e o Desenvolvimento". Amano esteve no Brasil no final de novembro e participou de uma extensa programação voltada para o setor nuclear, que incluiu visitas ao Centro Tecnológico da Marinha em São Paulo (CTMSP), à sede da Comissão Nacional de Energia Nuclear (Cnen), no Rio de Janeiro (na foto com o presidente Renato Cotta), e à Central Nuclear Almirante Álvaro Alberto (CNAAA), em Angra dos Reis.

Um dos objetivos estratégicos da visita do diretor-geral da AIEA era acompanhar as iniciativas de utilização da tecnologia nuclear no combate ao vírus da zika no Brasil, através da esterilização do mosquito Aedes aegypti, transmissor da doença. A AIEA desenvolve no país um projeto piloto que permite a criação em grandes quantidades de mosquitos estéreis com objetivo de reduzir gradualmente a população desse inseto.

Em Brasília, Yukiya Amano reuniu-se com os ministros da Saúde, Relações Exteriores e Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações (MCTIC). Durante o encontro com o ministro Gilberto Kassab, do MCTIC, Amano disse que, na área nuclear, o apoio político é importante e precisa ser sustentado ao longo do tempo. O secretário-executivo do MCTIC, Elton Zacarias, ressaltou que o grande desafio do Brasil é o financiamento para a pesquisa e o desenvolvimento na área nuclear, que é extremamente importante. "Nós saímos de um momento difícil, estamos caminhando para a recuperação econômica e o próximo desafio é trazer recursos para sustentar as pesquisas em energia nuclear", disse.

Visita à CNAAA

Foi a primeira vez que um diretor-geral da AIEA visitou as usinas nucleares brasileiras. Amano, que também nunca tinha visitado uma usina de projeto alemão, teve a oportunidade de conhecer a sala de controle e a turbina da usina Angra 2. Ele se mostrou bastante interessado e fez perguntas sobre sistemas, funcionamento e situações de emergência. "Estou muito impressionado com a segurança e a dedicação de todas as pessoas que estão tocando o projeto nuclear no Brasil. Atualmente, este tipo de fonte é responsável por cerca de 3% da matriz do país, mas, no futuro, certamente o Brasil irá precisar de mais energia e a nuclear pode ser uma das opções", aposta.

Em seguida, os representantes da AIEA conheceram as instalações da primeira usina nuclear brasileira. O grupo teve acesso à sala de controle e também ficou bastante impressionado com o que viu. Para Amano, a visita ao Brasil foi uma grande oportunidade de compartilhar experiências. "Estou muito feliz. Pude conversar com líderes políticos, engenheiros e cientistas e tive a chance de aprender mais sobre o setor no país. Por outro lado, também pude explicar as prioridades da AIEA. Isso tornará possível uma cooperação de modo integrado", complementa.

Fontes: Assessoria de Comunicação do MCTIC e Assessoria de Comunicação Social da Eletronuclear

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