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CAPA DA EDIÇÃO Nº 46
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EDIÇÃO Nº 46

Referendo mantém geração nuclear ativa na Suíça

Em uma consulta popular realizada através de referendo, a população da Suíça rejeitou o plano do Partido Verde para forçar o governo a acelerar o abandono das usinas nucleares. A opção foi por manter suas usinas nucleares ativas.

O governo suíço tinha decidido abandonar a energia nuclear pouco tempo depois do acidente de Fukushima, no Japão, em março de 2011. As autoridades suíças haviam decidido deixar os reatores fora de serviço à medida em que cheguem ao final do seu ciclo de vida. O Partido Verde, no entanto, apresentou proposta de fechar três dos cinco reatores do país já no ano que vem. Os demais seriam desligados até 2029.

Mais de 55% da população votaram contra a proposta do Partido Verde de acelerar o processo de desligamento progressivo das usinas nucleares do país. A proposta também previa limitar a um máximo de 45 anos o ciclo de vida dos reatores. Com a rejeição da proposta, todas as usinas nucleares suíças continuarão produzindo eletricidade enquanto cumprirem com os critérios de segurança.

Todas as centrais nucleares estão na parte de língua alemã do país. No cantão de Argovia, com suas três unidades nucleares, 63% disseram não à iniciativa. No cantão de Solothurn, com uma unidade, 61% declararam não, enquanto que no cantão de Berna, com uma unidade, 56% foram contrários. Dos 26 cantões, 20 rejeitaram a proposta.

Os cinco reatores nucleares produzem um terço da energia elétrica da Suíça. Cerca de 60% da eletricidade são produzidos com usinas hidrelétricas e 4% com fontes de energia renovável, como a solar ou a eólica. O governo alertou sobre o risco de problemas de abastecimento que poderiam ocorrer com o ?fechamento prematuro? das usinas. ?Seria impossível compensar a tempo o abandono da eletricidade nuclear com eletricidade procedente de energias renováveis e produzida na Suíça?, indica um documento oficial do governo.

Caso a proposta pelo aceleramento fosse vitoriosa, a central de Beznau, a mais antiga o mundo e que está em operação há 47 anos no norte do país, perto da fronteira com a Alemanha, encerraria as atividades de seus dois reatores no ano que vem, assim como a usina de Muhlberg, no centro do país. As demais fechariam suas portas até 2029.

O referendo de novembro de 2016 foi o sétimo desde 1979, no que diz respeito ao fim da utilização da energia nuclear e à limitação da vida operacional das centrais nucleares. Em todos, a maioria dos eleitores foi amigável à geração nuclear, afirmou o jornal Neue Zürcher Zeitung.

Fontes: AFP e NucNet

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