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EDIÇÃO Nº 46

Nova diretoria da Aben toma posse

Bernardo Mendes Barata

Tomou posse no dia 6 de dezembro de 2016 a nova diretoria da Associação Brasileira de Energia Nuclear (Aben). Eleita para o biênio 2016-2018, a 18ª Diretoria da Aben tem como presidente a engenheira elétrica Olga Simbalista, que possui mestrado em Engenharia Nuclear e especialização em Termohidráulica de Reatores na Alemanha. Olga Simbalista é uma das mais experientes profissionais do setor, reunindo, em seu currículo, cargos de destaque nas principais empresas e órgãos da área de energia. Os vice-presidentes eleitos são Ivan Pedro Salati de Almeida (1º) e Luciano Pagano Junior (2º), da Amazônia Azul Tecnologias de Defesa S.A. (Amazul).

"Vamos contribuir para a ampliação, preservação e difusão do conhecimento técnico na área nuclear"
Olga Simbalista

A mesa da sessão solene de posse foi composta por Olga Simbalista; Antonio Teixeira e Silva, último presidente (biênio 2014-2016); Leonam dos Santos Guimarães, diretor de Planejamento, Gestão e Meio Ambiente da Eletrobras Eletronuclear; Wilson Paulucci Rodrigues, diretor-presidente do Instituto Brasileiro da Qualidade Nuclear (IBQN); e o almirante Wilson Jorge Montalvão.

Em seu discurso de entrega de cargo, o ex-presidente da Aben Antonio Teixeira frisou as dificuldades econômicas no Brasil e no setor nuclear enfrentadas durante sua gestão. "Com um pouco de pesar assistimos, nos dois últimos anos, à descontinuidade de projetos importantes da área nuclear como a construção da usina Angra 3, do projeto do Reator Multipropósito Brasileiro na sua fase de detalhamento e outros projetos como em instalações do ciclo nuclear e nas atividades de enriquecimento do combustível nuclear", lamentou.

Teixeira também lembrou da constante participação da Aben em fóruns e debates nacionais que tratam de temas de interesse do setor nuclear, lutando em defesa da energia nuclear, "principalmente pela promoção pacífica da energia nuclear em todas as suas formas de aplicação por meio do seu Programa de Aceitação Pública da Energia Nuclear (Apub)".

Com 46 anos de trajetória no setor nuclear, a nova presidente da Aben, Olga Simbalista, falou inicialmente sobre as dificuldades enfrentadas por mulheres no mercado de Engenharia naquela época e a paixão pelo nuclear. "Depois que temos o primeiro contato com o setor nuclear, ficamos, de certa forma, hipnotizados. A tecnologia nuclear permitiu desenvolver muitos tipos de alimentos, que minimizam a fome no mundo. Ela está presente em quase todos os campos da ciência. Não se faz uma intervenção médica ou odontológica mais complexa sem ser precedida por um raio X, por mais simples que seja. Essa mesma indústria iniciou a fabricação de submarinos nucleares, hoje de importância vital para a defesa da nossa costa, a Amazônia Azul. É um papel extremamente estratégico", assinalou.

Segundo Olga Simbalista, hoje o parque de geração nuclear no mundo tem 350 gigawatts (GW) de potência instalada, que representa quase três vezes a potência instalada no Brasil, considerando todas as fontes de energia elétrica. Em seu entendimento, os avanços só não foram maiores em virtude da barreira da não-proliferação. Desse modo, a energia nuclear tem um grande campo de crescimento pela frente.

"É nesse contexto que essa diretoria me deu a honra de poder trabalhar junto. Estamos nos propondo a um programa que tem por objetivo dar continuidade às ações em defesa das conclusões do Reator Multipropósito Brasileiro, do submarino com propulsão nuclear, da usina Angra 3 e das instalações de enriquecimento e conversão de hexafluoreto e da retomada da produção de urânio no país. Também queremos promover debates sobre a importância da energia nuclear no âmbito da matriz energética e articulação com o Ministério de Minas e Energia (MME) e a Empresa de Pesquisa Energética (EPE)", salientou.

De acordo com a nova presidente da Aben, será intensificado o trabalho de aceitação pública e de busca de novos sócios institucionais, tanto do escopo nuclear quanto do setor energético em geral, universidades e institutos de pesquisa. A nova diretoria também pretende aumentar a projeção nacional e internacional dos eventos promovidos pela Aben: Inac, Enin, Enan e Enfir.

"Vamos contribuir para a ampliação, preservação e difusão do conhecimento técnico na área nuclear", prometeu Olga Simbalista, que encerrou o discurso com o alerta de que, a despeito do crescimento populacional e da entrada no mercado de consumo de uma demanda reprimida - principalmente de países da África - o pico de demanda per capita de energia deverá ocorrer antes de 2030, havendo uma redução no consumo e ocasionando enormes desafios para as empresas de energia.

Diretoria Aben 2016-2018

Além da presidente Olga Simbalista e dos vice-presidentes Ivan Pedro Salati de Almeida (1º) e Luciano Pagano Junior (2º), a diretoria da Associação Brasileira de Energia Nuclear no biênio 2016-2018 é composta pelo tesoureiro Roberto Cardoso de Andrade Travassos, 1º secretário Rogério Arcuri Filho, 2º secretário Paulo Roberto de Souza, e vogais Antonio Teixeira e Silva, Ruth Soares Alves, Alice Cunha da Silva e João da Silva Gonçalves. O Conselho Fiscal é formado por Marcelo Gomes da Silva, Maria de Lourdes Moreira, Ronaldo Barata de Andrade, Noriyuki Koishi, Margarida Mizue Hamada, Hugo Cesar Resende, Mércia Liane de Oliveira e Marcelo Melo Moraes.

Associação Brasileira de Energia Nuclear

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