A Argentina começará a enriquecer urânio a partir de novembro de 2011. O anúncio foi feito pela presidente Cristina Kirchner, ao reinaugurar a fábrica de enriquecimento de Pilcaniyeu, desativada em 1989 devido à política do governo, na época, de priorizar investimentos em petróleo e gás. O projeto prevê investimentos da ordem de US$ 3,5 bilhões para recolocar o complexo industrial, localizado na província de Rio Negro. O processo de enriquecimento de urânio utilizado na unidade é o de difusão gasosa. A capacidade de produção original da fábrica era de 20 mil UTS por ano, mas, de acordo com os planos do governo, ela deve alcançar 3 milhões UTS em sua nova fase.
A reativação da fábrica de Pilcaniyeu é mais um passo do governo argentino para desenvolver o setor nuclear nacional, que responde por 7% da geração elétrica no país. Com duas usinas nucleares em operação, Atucha 1 (335 megawatts) e Embalse (600 megawatts), em 2006, o governo retomou as obras de Atucha 2 (692 megawatts), que deve entrar em operação no ano que vem, e considera construir uma terceira usina no local e uma segunda unidade em Embalse.
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A ABEN elaborou relatório que faz uma análise comparativa sobre a emissão de gases-estufa das principais fontes de geração de energia elétrica. O documento foi protocolado no Ibama como parte do dossiê das audiências públicas sobre Angra 3 realizadas nos estados do Rio de Janeiro e São Paulo