Segundo o vice-diretor da Coppe/UFRJ, Aquilino Senra, a energia nuclear está em segundo lugar em emissão de carbono, só perdendo para a hidrelétrica, considerada a mais limpa. Sua afirmação é baseada no estudo “Sustainability of Electricity Supply Technologies Under German Conditions: A Comparative Evaluation”, conduzido pelo instituto alemão Paul Scherrer Institut.
Empregando metodologias como Life Cycle Assessment (LCA), Risk Assessment (RA), Impact Pathway Approach (IPA) e Multicriteria Decision Analysis (MCDA), dentre outras, o estudo quantificou e analisou as emissões de gases do efeito estufa em todo o ciclo de produção das diversas fontes de energia. Por exemplo, na produção de energia nuclear, foram medidas as emissões nas etapas de mineração, passando pelo enriquecimento, até o depósito permanente dos rejeitos radioativos; já na indústria solar, desde a obtenção dos materiais, o processamento, a fabricação dos painéis solares, até a sua deposição final.
“O estudo concluiu que a nuclear é a segunda fonte que menos emite gases do efeito estufa. Acima dela, por incrível que pareça, está a eólica e, depois, a solar. Essas duas energias, no fim do processo, são extremamente limpas. Mas, no meio, são muito poluidoras. E, no topo dessa cadeia, que contribui fortemente para a emissão dos gases do efeito estufa, está o carvão”, explica Senra.
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A ABEN elaborou relatório que faz uma análise comparativa sobre a emissão de gases-estufa das principais fontes de geração de energia elétrica. O documento foi protocolado no Ibama como parte do dossiê das audiências públicas sobre Angra 3 realizadas nos estados do Rio de Janeiro e São Paulo