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Ipen programa atividades pelos 60 anos de produção de radiofármacos no Brasil

(31/05/19) O Instituto de Pesquisas Energéticas e Nucleares (Ipen), por meio do seu antigo Departamento de Processamento de Material Radioativo (TP), atual Centro de Radiofarmácia (CR), foi pioneiro na produção de radioisótopos e radiofármacos no Brasil. Começou de forma experimental em 1959, com o radiofármaco Iodo-131 (131I), usado para diagnóstico e terapia de doenças da tireoide, o que foi fundamental para a viabilização e consolidação da medicina nuclear no País.

Para comemorar os 60 anos desde que a primeira dose foi produzida, o Instituto está organizando o evento "60 anos de Produção de Radiofármacos no Brasil: o Ipen na fronteira da Medicina Nuclear". A data, assim como o trabalho realizado pelo Ipen, representam os esforços de ofertar à sociedade brasileira os melhores e mais amplos recursos de acesso a tratamentos de câncer e de outras doenças de elevado impacto social e econômico.

O evento integra uma série de ações, que acontecerão em momentos diferentes. Nos dias 10 e 17 de junho, das 14h às 17h, no Instituto do Legislativo Paulista (ILP) – Plenária Teotônio Vilela (165, Av. Srg. Mario Kozel Filho, 1 – Paraíso), estão programadas séries de palestras voltadas para lideranças sociais e comunitárias, parlamentares e sociedade em geral. Haverá transmissão em tempo real pela TV Alesp e posterior veiculação nos meios de comunicação da casa. O evento é aberto e gratuito.

Dia 10 – O superintendente do Ipen, Wilson Aparecido Parejo Calvo, abre a série nesse dia com o tema "As várias faces do Instituto mais completo e eclético do Brasil", com a finalidade de apresentar o Ipen em todas as suas vertentes: P&D, inovação, empreendedorismo, ensino e formação de recursos humanos.

Calvo também falará sobre o apoio tecnológico que o Instituto oferece à indústria, os produtos e serviços para todos os setores da economia, e a origem e pilar da medicina nuclear no Brasil. Atualmente, o Ipen é responsável pela produção e distribuição de aproximadamente 90% de todos os radiofármacos utilizados pela MN no País.

Também serão apresentados, nesse dia, os temas "Os bastidores da Medicina Nuclear – Desafios e Esperanças" e "Radiofármacos! O que isso tem a ver com Medicina Nuclear?", pelos pesquisadores Jair Mengatti e Elaine Bortoleti de Araújo, do Centro de Radiofarmácia do Ipen, respectivamente.

Mengatti dará uma visão histórica dos desafios e superações desde a produção da primeira dose de Iodo-131, pela equipe liderada pela pesquisadora Constância Pagano Gonçalves da Silva, apresentando os índices e números que demonstrem a importância e contribuição do Ipen para a disponibilidade de radiofármacos no Brasil.

Bortoleti vai falar sobre radiofármacos, como são obtidos e suas diferentes aplicações (diagnóstico e tratamento), bem como sua utilização para além do tratamento de câncer, destacando a importância e o alcance desses medicamentos na saúde pública.

Dia 17 – "Tudo o que se pode fazer com um Reator Nuclear... muito além de uma luz no fundo da piscina" será o tema de abertura nesse dia, em palestra ministrada pelo pesquisador Frederico Antonio Genezini. Como funciona um reator nuclear de pesquisa, os processos de segurança, o efeito Cherenkov e as diversas aplicações de maior impacto para a sociedade, em saúde e meio ambiente, são alguns dos tópicos dessa apresentação.

Em seguida, o pesquisador Emerson Bernardes abordará o tema "Inovação em Radiofármacos – O que há de novo?", focando nas pesquisas realizadas no Ipen visando a nacionalização dos radiofármacos ainda não produzidos no Brasil e como ampliar o espectro de aplicações. Também falará sobre o projeto do Núcleo de Inovação em Medicina Nuclear.

Encerrando a programação desse dia, José Augusto Perrotta, coordenador técnico do Projeto Reator Multipropósito Brasileiro – RMB, apresentará o tema "RMB – Construindo um futuro melhor". O pesquisador fará uma breve apresentação do empreendimento, sua magnitude em termos de garantir a autossuficiência do País na produção de radiofármacos e a participação e importância do Ipen nesse projeto.

A programação completa está disponível aqui.

Fonte: Assessoria de Comunicação Social da Comissão Nacional de Energia Nuclear - Cnen (a matéria original está disponível aqui)

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