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Política nuclear brasileira: o urânio é nosso?

(12/02/19) Tendência no setor é de que a demanda global aumente perto de 45% até 2025

Rubens Barbosa, presidente do Irice

Com uma visão de médio e longo prazos, o Brasil deveria rever sua política relativa à pesquisa, prospecção e lavra do urânio.

O desastre com a usina nuclear de Fukushima, no Japão, em 2011, determinou o fechamento de usinas na Alemanha e no próprio Japão e ocasionou em muitos países a desaceleração de planos para a construção de mais usinas atômicas para geração de energia. Com isso se reduziu a demanda de urânio e de plutônio, combustíveis para essas centrais.

Mas agora o mercado internacional para o urânio vem num movimento de alta, cotado ao redor de US$ 65 por quilo, embora ainda 60% abaixo do pico alcançado em 2011. A situação mudou. Enquanto naquela época os contratos spot eram reduzidos, agora o custo de produção aumentou e os contratos de longo prazo estão expirando (existem poucos para além de 2020). Segundo opinião de especialistas internacionais, a tendência de longo prazo parece clara: a demanda global deve aumentar perto de 45% até 2025. A China tem 19 reatores nucleares em construção e mais 41 planejados. A Arábia Saudita deve construir suas duas primeiras usinas. Egito, Jordânia, Turquia e Emirados Árabes Unidos anunciaram programas de construção de plantas. Essa expansão vai requerer novas minas e o preço spot deve aumentar.

Leia o artigo completo aqui.

Autor: Rubens Barbosa - presidente do Instituto de Relações Internacionais e Comércio Exterior (Irice)

Fonte: O Estado de S.Paulo

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