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Aben participa ativamente do Seminário Internacional de Energia Nuclear, no Rio de Janeiro

(15/08/19) A Associação Brasileira de Energia Nuclear (Aben) compareceu ao X Seminário Internacional de Energia Nuclear (SIEN 2019), realizado nesta quarta (dia 14) e quinta-feira (15) no auditório de Furnas, em Botafogo, Zona Sul da cidade do Rio de Janeiro - o evento termina nesta sexta, 16, com visita técnica à central nuclear de Angra dos Reis. Além da presença em peso da Aben, incluindo o presidente Claudio Almeida e diretores, o SIEN reuniu representantes de entidades como Ministério de Minas e Energia (MME), Gabinete de Segurança Institucional da Presidência da República (GSI), Comitê de Desenvolvimento do Programa Nuclear Brasileiro (CDPNB), Marinha do Brasil, Furnas Centrais Elétricas, Comissão Nacional de Energia Nuclear (Cnen), Eletrobras Eletronuclear, Amazônia Azul Tecnologias de Defesa S.A. (Amazul), Indústrias Nucleares do Brasil (INB), Nuclebrás Equipamentos Pesados S.A. (Nuclep), Secretaria Especial do Programa de Parcerias de Investimentos (SPPI), Rosatom, Westinghouse, Associação Brasileira para o Desenvolvimento de Atividades Nucleares (Abdan), Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro (Firjan), Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), Agência Nacional de Mineração (ANM) e Sociedade Brasileira de Medicina Nuclear (SBMN), entre outras instituições.

A mesa de abertura foi composta pelo secretário de Planejamento e Desenvolvimento Energético do MME, Reive Barros, representando o ministro da pasta, almirante de esquadra Bento Costa Lima Leite de Albuquerque Júnior; o secretário de Coordenação de Sistemas do GSI e secretário executivo do Comitê de Desenvolvimento do Programa Nuclear Brasileiro, contra-almirante Antônio Capistrano de Freitas Filho, representando o ministro do GSI, general Augusto Heleno Ribeiro Pereira; o presidente de Furnas, Luiz Carlos Ciocchi; o presidente da Eletronuclear, Leonam dos Santos Guimarães; o diretor-presidente da Amazul, vice-almirante Antonio Carlos Soares Guerreiro; o diretor de Radioproteção e Segurança Nuclear da Cnen, Ricardo Fraga, representando o presidente da Comissão, Paulo Roberto Pertusi; o presidente da Nuclep, contra-almirante Carlos Henrique Silva Seixas; e o presidente da INB, capitão de mar e guerra Carlos Freire Moreira.

Adotando discurso proferido pelo ministro de Minas e Energia, Bento Albuquerque, o presidente de Furnas salientou a importância de discutir o setor nuclear brasileiro deixando preconceitos de lado. Já o diretor da Cnen Ricardo Fraga, que lembrou a capacidade da instituição - composta por cerca de 1.700 servidores - em desenvolver conhecimento e tecnologia no setor nuclear, falou sobre o desafio de reposição de pessoal e a esperança que nutre com a existência de jovens no quadro de colaboradores.

Ao passo que o diretor-presidente da Amazul destacou o objeto social da empresa (Programa Nuclear Brasileiro, Programa Nuclear da Marinha e Programa de Desenvolvimento de Submarinos) e alguns projetos que vêm sendo tocados, o presidente da INB pontuou que a estatal busca a independência financeira do Tesouro Nacional.

Por sua vez, o presidente da Nuclep salientou a recente assinatura de contrato com a Thyssenkrupp para a construção de uma máquina empilhadeira/recuperadora, proporcionando, desse modo, o ingresso da empresa no mercado de mineração, e ainda anunciou a entrada da Nuclep na indústria de produção de torres de energia. Presidente da Eletronuclear, Leonam Guimarães abordou os desafios para a retomada da construção da usina nuclear Angra 3, a qual representará uma mudança de paradigma no modelo de negócios com a participação privada.

O secretário de Coordenação de Sistemas do GSI, Antônio Capistrano de Freitas Filho, explicou sobre o funcionamento do Comitê de Desenvolvimento do Programa Nuclear Brasileiro e o Sistema de Proteção ao Programa Nuclear Brasileiro (Sipron). Por fim, Reive Barros enfatizou que o Brasil tem a oportunidade de consolidar a indústria nuclear se tiver coragem e determinação e elogiou a estabilidade jurídico-regulatória do setor.

O primeiro dia do SIEN 2019 prosseguiu com palestras e painéis sobre as diretrizes da Política Nuclear Brasileira, Angra 3 – caminhos e impactos da retomada e perspectivas de parcerias para novos investimentos, fonte nuclear na matriz elétrica – novas usinas, energia nuclear na América Latina e tecnologias e soluções para novas plantas nucleares.

Nesta quinta-feira, dia 15, a programação teve início no painel sobre modelo de parceria para Angra 3 e novas plantas de geração – parceria de investimento e tecnologia, do qual compôs o presidente da Aben, Claudio Almeida. Em seguida, vieram à tona temas como desafios para atender a demanda atual e novas plantas (equipamentos, combustível e mão de obra), com participação da diretora da Aben Olga Simbalista, impacto da retomada de Angra 3 na economia do Estado do Rio de Janeiro, licenciamento ambiental e flexibilização da produção de urânio e radioisótopos. A visita técnica à Central Nuclear Almirante Álvaro Alberto (CNAAA), marcada para esta sexta-feira, dia 16, encerrará a décima edição do SIEN, evento anual que já consta entre os mais tradicionais da área nuclear realizados no Brasil.

Associação Brasileira de Energia Nuclear

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