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Edital para obras civis do plano de aceleração de Angra 3 sairá em março e retomada da construção será em outubro

Depois de cinco anos parado, o canteiro de obras de Angra 3 voltará a se movimentar em 2021. Até março, a Eletronuclear publicará o edital de contratação da obra civil no âmbito do Plano de Aceleração do Caminho Crítico da usina. Pouco tempo depois, já em maio, a empresa espera assinar o contrato com a licitante vencedora do processo. Passadas essas duas etapas, Angra 3 verá o lançamento do primeiro concreto em outubro, marcando assim a tão aguardada retomada das obras da planta nuclear. O objetivo central com o plano é garantir a entrada em operação da usina até novembro de 2026.

Conforme já noticiamos diversas vezes aqui no Petronotícias, o Plano de Aceleração do Caminho Crítico visa adiantar algumas atividades de construção da unidade antes mesmo de a Eletronuclear contratar a empresa que irá empreender a obra global. Para publicar o edital de escolha da companhia que irá tocar os trabalhos do plano de aceleração, a Eletronuclear contou com o descontingenciamento dos recursos necessários pela Eletrobrás, no final de janeiro. No ano passado, a holding elétrica havia liberado R$ 1,052 bilhão para a Eletronuclear. Para 2021, estão previstos R$ 2,447 bilhões adicionais.

Um dos principais trabalhos previstos nas obras civis do plano de aceleração de Angra 3 é a conclusão da superestrutura de concreto do edifício do reator da planta. Outra etapa crucial será o fechamento da esfera de aço da contenção e a instalação da piscina de combustíveis usados, da ponte polar e do guindaste do semipórtico – essas atividades estão agendadas para a fase inicial da retomada da construção.

Mas antes do plano de aceleração sair efetivamente do papel, a Eletronuclear ainda irá contratar a companhia que finalizará os projetos de engenharia e da empreiteira responsável pelas obras civis e pela montagem no âmbito do plano. A estatal nuclear escolherá ainda as empresas de apoio e fiscalização da fabricação de componentes e das obras civis.

Enquanto trabalha com o Plano de Aceleração da Linha Crítica, a Eletronuclear também concentra esforços para retomar a construção global da usina. Para isso, a empresa irá fazer a preparação do edital para a seleção da epecista que será responsável pela finalização das obras civis e da montagem eletromecânica da usina. A contratação dessa empresa está prevista para o segundo semestre de 2022.

O edital será concebido por uma companhia contratada pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). A escolhida também será responsável por fazer uma avaliação independente da situação da obra, da preservação dos equipamentos, do orçamento e do cronograma do empreendimento.

Para lembrar, o BNDES é o responsável por fazer o detalhamento do modelo de negócio para conclusão de Angra 3, definido pelo Conselho do Programa de Parcerias de Investimentos (CPPI) em junho do ano passado. O conselho sugeriu naquela ocasião a contratação de uma empresa epecista.

Em comunicado, a Eletronuclear declarou que apesar de ter decidido pelo modelo do contrato de EPC, há também espaço para a entrada de um sócio no empreendimento. A companhia lembra que um eventual um parceiro no empreendimento teria participação minoritária, já que a exploração da energia nuclear no Brasil é monopólio da União, segundo a Constituição. Até hoje, cinco grandes grupos internacionais mostraram interesse na conclusão das obras da usina: Westinghouse (EUA), EDF (França), Rosatom (Rússia), CNNC e SNPTC (China).

FONTE: Petronotícias

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