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Amazul comemora 4º aniversário com novos empreendimentos

(17/08/17) Um dos novos projetos, o Reator Multipropósito Brasileiro tornará o país autossuficiente em radiofármacos contra o câncer

São Paulo, agosto de 2017 – A Amazul – Amazônia Azul Tecnologias de Defesa S.A. comemora este mês quatro anos de criação com a expansão de suas atividades e novos empreendimentos. A empresa foi constituída para desenvolver e aplicar tecnologias e gerenciar projetos e processos necessários aos programas nucleares brasileiro (PNB) e da Marinha (PNM) e ao Programa de Desenvolvimento de Submarinos (Prosub), com destaque para a plataforma com propulsão nuclear. Mas, hoje, alarga seus horizontes, procurando novas oportunidades na área nuclear.

Em apoio à Diretoria-Geral de Desenvolvimento Nuclear e Tecnológico da Marinha, ao CTMSP – Centro Tecnológico da Marinha em São Paulo e à Cogesn – Coordenadoria-Geral do Programa de Desenvolvimento do Submarino com Propulsão Nuclear, os empregados da Amazul participam ativamente dos projetos do PNM e do Prosub.

Dentro do PNM, a empresa atua em projetos com o duplo objetivo de produzir combustível nuclear e projetar, construir, comissionar, operar e manter reatores do tipo Reator de Água Pressurizada (PWR). A tecnologia poderá ser empregada na geração de energia elétrica, quer para propulsão naval de submarinos, quer para iluminar uma cidade.

No Prosub, em parceria com o CTMSP e com a Cogesn, desenvolveu os projetos conceitual e básico do complexo radiológico (instalações nucleares) do Estaleiro e Base Naval de Itaguaí, no Estado do Rio de Janeiro. A empresa também participa de projetos para desenvolver os sistemas de controle e de combate e o próprio detalhamento do submarino de propulsão nuclear.

Uma das frentes de atuação da Amazul é buscar alternativas e parcerias para aumentar o índice de nacionalização dos produtos e serviços necessários à construção de submarinos, inclusive o de propulsão nuclear, incrementando e fortalecendo a base industrial de defesa nacional e reduzindo a dependência externa.

A Amazul é, também, junto com a Cnen – Comissão Nacional de Energia Nuclear, co-empreendedora do projeto do Reator Multipropósito Brasileiro (RMB), voltado à pesquisa e à produção de radioisótopos usados na fabricação de fármacos para o diagnóstico e tratamento de doenças como o câncer. Orçado em cerca de US$ 500 milhões (cerca de R$ 1,6 bilhão, no câmbio atual), o RMB tem um grande alcance social, pois vai aumentar o acesso de pacientes aos benefícios da medicina nuclear e tornar o país autossuficiente em radiofármacos. 

O RMB terá outras aplicações além da medicina nuclear. O equipamento disponibilizará tecnologias que poderão ser aplicadas na agricultura, no meio ambiente e na indústria. Essas tecnologias permitem, por exemplo, testar materiais, localizar fissuras em superfícies como asas de avião ou verificar a quantidade de agrotóxicos contida em alimentos.

"Para nós, o RMB tem um incalculável valor social, já que coloca a tecnologia nuclear a serviço da saúde dos brasileiros, salvando vidas e melhorando a qualidade de vida dos pacientes", afirma Ney Zanella dos Santos, diretor-presidente da Amazul (foto). Segundo Zanella, a demanda reprimida de radioisótopos tanto na rede pública quanto na particular é muito grande e será melhor suprida quando o RMB estiver operando em sua plena capacidade. "Além disso, promoverá uma sinergia de conhecimento com o Programa Nuclear Brasileiro", destaca Zanella.

Gestão do Conhecimento

Outra estratégia de negócio da Amazul é a gestão de conhecimento no setor de energia nuclear. Em parceria com a Marinha, a empresa desenvolveu um inédito modelo de gestão de conhecimento, cujo projeto-piloto está sendo implantado na Usina de Hexafluoreto de Urânio, no Centro Industrial Nuclear de Aramar, em Iperó (SP). A retenção do conhecimento é desafio inerente às empresas de alta tecnologia, principalmente na Amazul, criada para lidar com tecnologia estratégica, que está em constante evolução e é dominada por poucos países no mundo.

A estratégia de preservação do conhecimento da Amazul, segundo o diretor-presidente Ney Zanella, é baseada em três vertentes. "A primeira medida, voltada para a retenção dos talentos, foi a criação de um plano de cargos e salários. A segunda foi a captação de novos talentos, com a contratação de cerca de 1.000 novos profissionais nos últimos três anos. Completando, a empresa investe em treinamento, tanto de nível superior como de nível médio, por meio de convênios com instituições como a Universidade de São Paulo (USP) e o Senai, entre outras", assinala.

Uma das razões da criação da Amazul foi conter a evasão de talentos por questões salariais, que tanto prejudicou o PNM e o PNB. A princípio, a nova empresa pública herdou cerca de 1.200 empregados da Empresa Gerencial de Projetos Navais (Emgepron). Esses profissionais já trabalham há anos, às vezes décadas, no Programa Nuclear da Marinha, que vem sendo executado desde 1979 no CTMSP.

Atividades nucleares

Com a INB – Indústrias Nucleares do Brasil, a Amazul assinou contrato que tem por objeto a elaboração dos projetos conceitual e básico da UTT - Unidade de Testes e Preparação de Equipamentos Críticos e de Treinamento, de sua Fábrica de Combustível Nuclear, bem como a prestação de serviços de consultoria de engenharia para suporte técnico à implantação e licenciamento da UTT.

No futuro, a Amazul poderá participar de outros empreendimentos na área nuclear, como o Depósito Complementar de Armazenamento de Combustível Usado da Central Nuclear Almirante Álvaro Alberto, o Repositório para Armazenamento de Rejeitos de Baixo e Médio Níveis de Radiação (RBMN) e o Laboratório de Fusão Nuclear (LFNe), entre outros.

Para cumprir estes objetivos, a empresa pode atuar no desenvolvimento de novas tecnologias, comercialização de produtos, prestação de serviços técnicos, gerenciamento de projetos, implantação e gestão de empreendimentos e operação de instalações.

Imagem: Divulgação

Fonte: Assessoria de Comunicação e Responsabilidade Social da Amazônia Azul Tecnologias de Defesa S.A. (Amazul)

Associação Brasileira de Energia Nuclear

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