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TECNOLOGIA NUCLEAR | AIEA envia equipamento de teste a países na luta contra a COVID-19

(02/04/20) A Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA) está enviando, para mais de 40 países, uma primeira remessa de equipamentos que possibilitam o uso da tecnologia nuclear na rápida detecção do novo coronavírus, o qual causa a COVID-19. Essa ajuda emergencial da AIEA ocorre depois de pedidos de apoio de cerca de 90 estados-membros no controle da crescente quantidade de infecções mundo afora. A iniciativa é fortemente endossada por diversos países, que anunciaram grandes contribuições financeiras a fim de apoiar os esforços da Agência, vinculada à Organização das Nações Unidas (ONU), no combate à pandemia.

Dezenas de laboratórios na América Latina e Caribe, Europa, Ásia e África receberão máquinas e kits de diagnóstico, reagentes e insumos para acelerar a quantidade de testes, algo considerado crucial para conter o surto. Além disso, serão enviados suprimentos de biossegurança, como equipamentos de proteção individual e capelas para uma análise segura das amostras coletadas. Outras entregas de equipamentos para o crescente número de países que pedem ajuda à AIEA são esperadas nas próximas semanas.

"A equipe da AIEA está trabalhando duro para garantir que este equipamento crítico seja enviado o mais rápido possível onde a necessidade é maior", declarou o diretor-geral da instituição, Rafael Mariano Grossi, completando que providenciar essa assistência é a prioridade absoluta da Agência.

A AIEA está usando recursos próprios e fundos extraorçamentários na luta contra a COVID-19. Até agora, os estados-membros anunciaram quase dez milhões de euros em recursos extraordinários para a organização, sendo grande parte (seis milhões de dólares) proveniente dos Estados Unidos. A China, por sua vez, fez doações de equipamentos de detecção, kits, reagentes e outros materiais médicos no valor de dois milhões de dólares e prestação de serviços especializados.

"Sou muito grato aos governos dos Estados Unidos, Canadá, China, Holanda e Austrália por suas generosas contribuições", afirmou Grossi. "Encorajo os outros países a contribuírem com esse esforço, para que, assim, continuemos a responder rapidamente as crescentes demandas de nossos estados-membros", complementou.

A fim de alinhar a atuação da AIEA à da Organização Mundial da Saúde (OMS) na luta global contra a pandemia, Rafael Grossi conversou por telefone com Tedros Adhanom Ghebreyesus, que dirige a segunda instituição. A AIEA, inclusive, agora faz parte da equipe de gerenciamento de crises da ONU na COVID-19.

Tecnologia nuclear - O primeiro lote de suprimentos, no valor de cerca de quatro milhões de euros, ajudará os países a usar a técnica conhecida como reação em cadeia da polimerase da transcrição reversa em tempo real (real time RT-PCR, na sigla em inglês). Trata-se da técnica mais sensível para detectar vírus atualmente disponível. Esse método que amplifica o DNA originalmente utilizava marcadores de radioisótopos para detectar material genético viral em uma amostra. O refino posterior da técnica acarretou no uso mais comum, nos dias de hoje, de marcadores fluorescentes.

Esse é um método estabelecido e preciso para detectar patógenos e os pedidos de apoio dos estados-membros para executar tais testes mais que dobraram nas últimas semanas, segundo Ivancho Naletoski, especialista que trabalha no convênio entre a Divisão de Técnicas Nucleares na Alimentação e na Agricultura da AIEA e a Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (Food and Agriculture Organization of the United Nations - FAO, em inglês). Ele informou que os laboratórios receberão kits de diagnóstico e acessórios necessários para análises e equipamentos de proteção descartáveis e de detecção molecular desse genoma viral específico.

Em colaboração com a FAO, a AIEA forneceu, nas últimas semanas, orientações sobre a detecção do coronavírus a 124 profissionais de laboratórios em 46 estados-membros por meio do VETLAB - rede de laboratórios veterinários presente na África e Ásia originalmente criada pelas duas organizações para combater doenças bovinas. O VETLAB propicia o aperfeiçoamento da descoberta precoce de enfermidades animais e zoonoses transnacionais, como o Ebola e a COVID-19.

Fonte: Agência Internacional de Energia Atômica - AIEA (a matéria original, em inglês, está disponível aqui)

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