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Mais luz na questão nuclear

(19/03/19) Cultura de segurança é requisito sério na indústria

Leonam dos Santos Guimarães

Recentemente, o ministro de Minas e Energia propôs uma discussão franca sobre o uso pacífico da energia nuclear no país. Foi o suficiente para fazer renascer o discurso preconceituoso sobre o tema. Esta Folha publicou um artigo ("Brumadinho, Flamengo, Angra: e o bom senso?", de Chico Whitaker) que, sob o pretexto de abordar uma suposta falta de cultura de segurança no país, direciona seus argumentos contra a conclusão de Angra 3.

Para tanto, o autor estende sobre todo o setor de tecnologia do país um manto de incompetência na gestão da segurança de empreendimentos de natureza complexa no qual mistura acidentes em barragens com os incêndios na boate Kiss e no Flamengo. Depois, cria um cenário de devastação apocalíptica que mais se assemelha a um filme de ficção ao estilo Mad Max. Tudo para levantar uma questão, já amplamente respondida, de que o projeto de Angra 3 é ultrapassado e não incorpora melhorias advindas do estudo dos acidentes de Three Mile Island (EUA, 1979), Chernobyl (Ucrânia, 1986) e Fukushima (Japão, 2011).

Deixando de lado esse enredo fantasioso, vamos nos ater aos fatos.

Em primeiro lugar, cultura de segurança é um requisito tão sério na indústria nuclear que a Eletronuclear possui uma política específica sobre o assunto que diz que "a segurança nuclear é prioritária. É mais importante que a produtividade e a economia e não deve ser comprometida por qualquer razão".

Em mais de 36 anos de operação da Central Nuclear de Angra dos Reis, nunca houve qualquer evento que ameaçasse a segurança dos trabalhadores, da população ou do meio ambiente. Usinas nucleares empregam o princípio de defesa em profundidade, que consiste na construção de barreiras sucessivas para impedir o vazamento de material radioativo. Também existem sistemas ativos e passivos de controle para desligar o reator de forma segura. Além disso, as três usinas de Angra mantêm um rigoroso processo de melhoria contínua que incorpora lições aprendidas com outras usinas.

Confira o artigo completo no site da Folha de S.Paulo, aqui. Ele também está disponível na imagem abaixo.

Autor: Leonam dos Santos Guimarães - Presidente da Eletronuclear

Fonte: Folha de S.Paulo

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