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INB: Esclarecimento sobre matéria publicada pelo portal "G1"

(27/02/19) Com relação à matéria divulgada pelo portal G1 em 26/02/2019, com o título "Primeira barragem de exploração de urânio do Brasil: entenda risco de rompimento com resíduo radioativo", a Indústrias Nucleares do Brasil – INB esclarece que:

A INB é uma empresa estatal de economia mista vinculada, desde 1º de janeiro de 2019, ao Ministério de Minas e Energia. A INB atua na cadeia produtiva do urânio, o "ciclo do combustível nuclear", que inclui a mineração, o beneficiamento, o enriquecimento e a fabricação de pastilhas e do combustível que abastece as usinas nucleares brasileiras.

No município de Caldas/MG, teve início a exploração do urânio no Brasil que ocorreu de 1982 a 1995. A mina está desativada desde então. Ainda há estruturas funcionando no local voltadas para o controle, monitoração e segurança das instalações. A área total da unidade é de 1.350 hectares.

No terreno, encontra-se também o depósito de Torta II - resíduo proveniente do tratamento químico do minério monazita, que era realizado pela antiga Nuclemon, na Usina de Santo Amaro, em São Paulo. Em meados da década de 90, com a venda do terreno da Usina, parte da Torta II foi transferida para a INB Caldas. O material está armazenado em tambores dentro de um galpão reservado para este fim que é fiscalizado pela Comissão Nacional de Energia Nuclear – Cnen.

Na unidade existem duas barragens: a barragem de Águas Claras e a barragem de Rejeitos. A barragem de Águas Claras foi construída para armazenar a água necessária ao processo de mineração e é fiscalizada pela Agência Nacional de Águas – ANA. A barragem de Rejeitos, em função do material depositado, é fiscalizada pela Comissão Nacional de Energia Nuclear – Cnen.

Conforme já informado em nota à imprensa, durante inspeções de rotina na manutenção da barragem de Rejeitos, a INB identificou no dia 25/09/2018 que a água na saída do extravasor estava turva e, prontamente, comunicou o evento não usual aos órgãos fiscalizadores – Ibama e Comissão Nacional de Energia Nuclear – e posteriormente ao Ministério Público Federal. Cumpre ressaltar que esse evento não se repetiu desde essa data até hoje e que, imediatamente ao ocorrido, a INB tomou as providências cabíveis para identificação de sua origem e imediata correção.

O problema detectado não foi relacionado à estrutura da barragem e sim ao sistema extravasor. Para a sua correção, a INB contratou especialistas e, com base em suas orientações, está descomissionando o extravasor em questão e substituindo-o por um modelo mais atual – na forma de um vertedouro de superfície – utilizado em barragens mais modernas.

Em dezembro de 2018, foi selecionada uma empresa especializada para realizar as obras necessárias para troca do extravasor. Adicionalmente, é importante informar que faz parte do escopo desta contratação o estudo de estabilidade da barragem, a fim de atestar sua confiabilidade. Cabe ressaltar que todas essas ações tomadas pela INB ocorreram antes do acidente em Brumadinho.

Plano de Recuperação de Áreas Degradadas

O Plano de Recuperação de Áreas Degradadas está em andamento com medidas que visam garantir a segurança do trabalhador, da população e do meio ambiente. Medidas essas que constam do Plano de Proteção Radiológica (PPR), Plano de Monitoração Ambiental (PMA) e Plano de Monitoração Ocupacional (PMO) da INB. A empresa calcula um investimento de aproximadamente 500 milhões de dólares e, por se tratar de um projeto extremamente complexo, o prazo estimado para a sua conclusão é de 40 anos.

Por último, a INB reafirma que fará a implantação do Plano de Ação Emergencial – PAE da barragem de Rejeitos de Caldas até o dia 30 de março de 2019, conforme cronograma apresentado pela INB e aprovado pelo Ministério Público Federal (MPF).

Fonte: Assessoria de Comunicação Social da Indústrias Nucleares do Brasil (INB)

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