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INAC 2021: pesquisadores debatem o futuro da exploração espacial

(02/12/21) Os avanços da tecnologia nuclear e o conhecimento atual sobre o espaço permitirão em breve à humanidade promover uma exploração econômica do espaço, segundo Lamartine Guimarães, chefe do setor nuclear do Departamento de Ciência e Tecnologia Aeroespacial do Instituto de Estudos Avançados da Força Aérea Brasileira e coordenador da mesa-redonda "Nuclear Application for Space Exploration", realizada na última quarta-feira, dia 1º, no XXII Encontro de Física de Reatores e Termohidráulica (XXII ENFIR) dentro da décima edição da Conferência Internacional Nuclear do Atlântico - International Nuclear Atlantic Conference (INAC) 2021, promovida pela Associação Brasileira de Energia Nuclear (ABEN).

Os participantes da mesa-redonda foram: Frank Jansen, físico do Centro Aeroespacial Alemão (DLR), e João Manoel Losada Moreira, pesquisador da Universidade Federal do ABC (UFABC).

Frank Jansen deu um panorama sobre as novidades do programa aeroespacial europeu desenvolvido em conjunto com a Rússia. O atual programa europeu conta com a participação de 11 nações, entre elas o Brasil, e conta com a parceria de diversas instituições públicas e privadas. Neste momento, segundo Jansen, estão sendo realizados aprofundamentos técnicos para a construção de um propulsor elétrico que poderá possibilitar a realização de viagens interplanetárias.

João Moreira falou sobre a produção de microrreatores para a produção de energia no espaço e como esse desenvolvimento tecnológico pode contribuir para o bem-estar da sociedade na Terra, possibilitando o fomento de novas fontes de energia.


Reatores nucleares na Lua

Através do Departamento de Energia dos Estados Unidos, a NASA acaba de publicar um edital para contratar, até 17 de fevereiro de 2022, empresa que tenha tecnologia nova para projetar um gerador de energia de superfície com base na fissão.

O valor da proposta é U$ 5 milhões.

O destino desse gerador é a Lua - o satélite da Terra.

Ele será fundamental para o Programa Artemis - uma missão que visa levar pessoas à Lua e instalar infraestrutura para uma base lunar permanente. Só a partir da instalação desse gerador, a NASA deverá lançar a primeira missão humana para Marte.

Qual a tecnologia mais apropriada para substituir a energia solar que, segundo os especialistas, não é suficiente para sustentar a presença humana de longo prazo no espaço?

Eis o que afirma Lamartine Guimarães, chefe do setor nuclear do Departamento de Ciência e Tecnologia Aeroespacial do Instituto de Estudos Avançados da Força Aérea Brasileira.

"Reatores nucleares são a melhor fonte de energia elétrica para o espaço, pois podem funcionar em qualquer condição. Isto inclui as profundezas do espaço, em locais com sobras parciais ou eternas e em situações menos convenientes. Os reatores nucleares fornecem energia elétrica em quantidade suficiente para garantir não só o funcionamento de equipamentos científicos, como também garantir a sobrevivência humana".

Lamartine Guimarães complementa: "em naves espaciais os reatores nucleares fazem parte do sistema de propulsão. Sem eles a exploração econômica do espaço fica comprometida. As riquezas espaciais já se acumulam. Entre elas temos hélio-3, oxigênio e  água na Lua. Água em Marte e no cinturão de asteroides. E todo tipo de metais, silício, carbono, também nos asteroides. Esses materiais permitirão aos humanos construírem estruturas no espaço".

Acompanhe a programação completa da INAC 2021 em www.inac2021.com.br

Contato imprensa: WhatsApp (21) 979368737 (Gloria Alvarez)

Associação Brasileira de Energia Nuclear

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