Receba as newsletters da ABEN:
Imagem loading
English

Pesquise uma Notícia

Por Data:

Ver Mais: 1 : 2 : 3 : 4 : 5 : 6 : 7 : 8 : 9 : 10

Gabinete no Japão aprova novo plano básico de energia

(03/07/18) Um novo plano básico de energia que estabelece metas para a matriz energética do Japão até 2030 e apresenta cenários até 2050 foi aprovado nesta terça-feira, dia 3, pelo Gabinete japonês. De acordo com o plano, a fonte nuclear continuará sendo uma fonte energética fundamental, contabilizando de 20% a 22% da geração de eletricidade do país asiático até 2030.

O Governo do Japão revisa seu plano de energia a cada três anos. O planejamento é formulado com base na Lei de Política Energética Básica promulgada em junho de 2002. O último plano, assim como os anteriores, reconhece a necessidade de segurança energética para o arquipélago, o qual é pobre em recursos fósseis. A política inclui compromissos com iniciativas de "energia limpa", mas enfatiza a garantia de suprimento de energia estável e segura.

A consideração do último plano começou no Subcomitê de Política Básica do Comitê de Pesquisa Energética e Recursos Gerais do Ministério de Economia, Comércio e Indústria (Meti, na sigla em inglês) em agosto passado. A pasta apresentou um esboço do plano em 16 de maio. O plano definitivo foi aprovado hoje (3) pelo Gabinete, levando em consideração comentários públicos relativos ao rascunho.

O quinto Plano Básico de Energia prevê que a energia nuclear represente de 20% a 22% da geração de energia até 2030, com 22% a 24% de fontes de energia renováveis, enquanto o carvão será reduzido para 26% da fatia, gás natural liquefeito (LNG, na sigla em inglês) para 27% e petróleo para apenas 3%. O planejamento visa reduzir as emissões de dióxido de carbono no Japão em 26% até 2030, em comparação com os níveis de 2013, e 80% até 2050. O plano também tem o objetivo de aumentar a autossuficiência energética nacional para cerca de 24% até 2030, em comparação com os 8% de 2016.

O plano fixa que, em 2030, a energia nuclear prosseguirá sendo "uma importante fonte de energia de base que contribui para a estabilidade em longo prazo na estrutura de fornecimento e demanda de energia". Em um horizonte maior, até 2050, a nucleoeletricidade continuará a ser uma "escolha viável para a descarbonização".

Ao afirmar que a dependência nipônica em energia nuclear será "reduzida tanto quanto possível", o plano esclarece que a meta nuclear é atingida por meio do religamento das usinas e com uma "constante melhoria de segurança".

O Japão publicou seu quarto Plano de Energia Básica em abril de 2014 - os anteriores foram divulgados em 2003, 2007 e 2010. Nesse quarto plano, o Meti considerou a geração nuclear como uma fonte quase doméstica que fornece energia estável, opera de forma barata e tem um perfil de baixo efeito estufa. Contudo, o ministério frisou que a energia nuclear deve ser desenvolvida com a segurança como prioridade e trabalho constante de prontidão para emergências. A energia nuclear é uma "importante fonte de energia que auxilia a estabilidade da estrutura de demanda e suprimento da matriz", pontuou.

Antes do acidente de Fukushima-Daiichi, em março de 2011, o Japão dependia da fonte nuclear em cerca de 30% de sua produção de eletricidade. Em resposta ao acidente, todas as usinas nucleares em operação no país foram desligadas e aguardaram a liberação da Autoridade Reguladora Nuclear, que determinou novos padrões regulatórios em julho de 2013. Como resultado, o Japão viu suas importações de combustíveis fósseis e emissões de gases de efeito estufa aumentarem significativamente. Até o momento, nove reatores de potência foram religados, enquanto muitos outros estão no aguardo.

A matéria original, redigida em inglês, está disponível aqui.

Fonte: World Nuclear News (WNN)

Associação Brasileira de Energia Nuclear

Av. Rio Branco, 53, 17º andar, sala 1.702 - Centro Rio de Janeiro (RJ) - CEP 20.090-004 Tel/Fax: (21) 2203-0577 / 2266-0480