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Esclarecimento da Eletronuclear sobre comentários de Marco Antônio Villa na rádio "Jovem Pan"

(26/02/19) Na última quinta-feira (21), o comentarista Marco Antônio Villa, da rádio Jovem Pan, deu declarações infundadas sobre a central nuclear de Angra no programa Jornal da Manhã. Ao comentar a situação das barragens de rejeitos de mineração da Indústrias Nucleares do Brasil (INB) em Poços de Caldas (MG), Villa pôs em dúvida a segurança das usinas nucleares brasileiras, além de afirmar que "ninguém as fiscaliza". Ele toma como base para sua opinião o fato de ex-dirigentes da empresa terem sido presos por corrupção.

Em primeiro lugar, de todas as atividades industriais, a geração nucleoelétrica é uma das mais seguras e que oferece menos risco. Em mais de 30 anos de operação da central nuclear de Angra, nunca houve qualquer evento que ameaçasse a segurança dos trabalhadores da Eletronuclear, a população ou o meio ambiente.

O projeto das usinas nucleares emprega o princípio de defesa em profundidade, que consiste na construção de barreiras sucessivas que impeçam o vazamento de material radioativo para o meio ambiente. Há também um sistema ativo de segurança que, no caso de qualquer ocorrência, atua para desligar o reator de forma segura.

Procedimentos rigorosos de acompanhamento, verificação e controle são adotados desde o início do projeto básico, durante as diversas etapas de fabricação dos componentes, construção civil, montagem e testes dos equipamentos e sistemas, bem como ao longo da operação da usina. Para entrar em operação, uma usina nuclear precisa de licenças da Comissão Nacional de Energia Nuclear (Cnen) e do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama).

Ambas as organizações fiscalizam de forma contínua a operação das usinas nucleares. A Cnen, inclusive, mantém inspetores residentes, ou seja, que trabalham dentro das próprias unidades. A central nuclear também é fiscalizada por órgãos internacionais, como a Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA) e a Associação Mundial de Operadoras Nucleares (Wano, na sigla em inglês). Vale ressaltar que os operadores das usinas são altamente treinados e precisam obrigatoriamente ser licenciados pela Cnen para poder trabalhar na sala de controle.

Como medida de segurança adicional, a central nuclear conta com um plano de emergência, que prevê ações para proteger a população em caso de um acidente nuclear. Ele é coordenado pela Defesa Civil do Estado do Rio de Janeiro e o Sistema de Proteção ao Programa Nuclear Brasileiro (Sipron), ligado ao Gabinete de Segurança Institucional da Presidência da República (GSI/PR), além de contar com a participação de várias outras instituições, incluindo a Eletronuclear.

Quanto à corrupção em Angra 3, a Eletronuclear ressalta que os dirigentes apontados como integrantes de um esquema de práticas ilícitas na construção da unidade foram afastados da companhia, e os contratos do empreendimento foram suspensos. Por fim, o Ministério Público Federal (MPF) propôs ações penais para a apuração de crimes de corrupção passiva e lavagem de dinheiro, que ainda se encontram em andamento.

Com base em todo o exposto acima, a empresa refuta por completo as declarações do comentarista. Se ele quiser ver de perto, para poder comprovar com seus próprios olhos a segurança das usinas nucleares brasileiras, estaremos de portas abertas para recebê-lo.

Fonte: Assessoria de Comunicação Social da Eletrobras Eletronuclear

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