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Angra 2 completa 15 anos de sua primeira criticalidade

(17/07/15) No dia 14 de julho de 2000, a usina nuclear Angra 2 atingiu a primeira criticalidade, ou seja, a primeira vez em que o reator entrou em reação em cadeia autossustentável. Como parte do Acordo Brasil-Alemanha firmado em 1975, Angra 2 foi erguida na Central Nuclear Almirante Álvaro Alberto (CNAAA), no município de Angra dos Reis, que já abrigava Angra 1. O processo de instalação de Angra 2 foi iniciado em 1981, mas o ritmo foi desacelerado em 1983 por problemas de ordem econômica. Finalmente, a obra foi retomada no fim de 1994 e ficou pronta em 2000.

Ao entrar em operação comercial em 2001, Angra 2 foi fundamental para amenizar as consequências do racionamento de energia no Brasil em 2001, especialmente na Região Sudeste, ao proporcionar a economia de água nos reservatórios de nossas usinas hidrelétricas.

Sua potência elétrica instalada, de 1.350 megawatts (MW), é maior que o dobro da capacidade de Angra 1 (640 MW). As duas plantas possuem o mesmo tipo de reator, de água pressurizada (Pressurized Water Reactor - PWR, em inglês), mas há diferenças com relação à fabricante: Angra 1 é da norte-americana Westinghouse e, Angra 2, da alemã Siemens/KWU, que hoje faz parte do conglomerado francês Areva NP, assim como será Angra 3.

Em 2013, Angra 2 bateu seu recorde individual de produção de energia bruta, com 10.692.555,3 megawatts-hora (MWh), com uma parada para reabastecimento do combustível nuclear. Em 2011, a usina não precisou ser reabastecida e, por isso, sua geração bruta foi de 11.007.301,4 megawatts-hora gerados.

No ano passado, Angra 2 também apresentou um desempenho de destaque. Segundo a Nucleonics Week, publicação americana especializada em energia nuclear, a unidade ocupou, em 2014, o 19º lugar em produção entre as 434 usinas em operação no mundo, com uma geração bruta de 10.443.677,2 megawatts-hora (MWh). Para 2015, descontando os dias para reabastecimento do combustível e manutenção periódica, a previsão para geração de energia é de 10.746.531 MWh.

Sobre a Eletronuclear

Subsidiária da Eletrobras, a Eletronuclear é a responsável por operar e construir as usinas termonucleares do país. Conta com duas unidades em operação na Central Nuclear Almirante Álvaro Alberto (CNAAA), com potência total de 1.990 MW. Hoje, a geração nuclear corresponde a aproximadamente 3% da eletricidade produzida no país e o equivalente a um terço do consumo do Estado do Rio de Janeiro. Angra 3, que está em construção, será a terceira usina da central. Quando entrar em operação comercial, em 2018, a unidade (1.405 MW) será capaz de gerar mais de 10 milhões de MWh por ano – energia limpa, segura e suficiente para abastecer as cidades de Brasília e Belo Horizonte durante o mesmo período.

Fonte: Assessoria de Comunicação Social da Eletrobras Eletronuclear

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