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Amazul e Cnen firmam cooperação para desenvolvimento de reator multipropósito

(18/05/17) Nesta quarta-feira (17), a Comissão Nacional de Energia Nuclear (Cnen) e a Amazônia Azul Tecnologias de Defesa (Amazul) assinaram acordo de cooperação técnica para o desenvolvimento do projeto detalhado do Reator Multipropósito Brasileiro (RMB). Com o acordo, a Amazul passa a integrar os comitês diretor e executivo do RMB, sendo também coexecutora técnica, juntamente com a Cnen, das fases de implantação do empreendimento. A cerimônia, realizada em São Paulo, contou com a presença do presidente da Eletronuclear, Bruno Barretto.

O projeto detalhado do RMB será desenvolvido por meio de convênio com a Financiadora de Estudos e Projetos (Finep), no valor de R$ 150 milhões. O empreendimento, incluindo a construção do reator, custará US$ 500 milhões (R$ 1,6 bilhão, de acordo com o câmbio atual), recursos que virão do Tesouro Nacional. Também participará do desenvolvimento do projeto detalhado a Invap, empresa pública argentina de tecnologia e projetos, uma das responsáveis pelo projeto básico do RMB.

O projeto básico do RMB está pronto e o empreendimento já tem a Licença Prévia do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama). Além disso, também obteve a Licença Local da Diretoria de Radioproteção e Segurança Nuclear da Cnen.

O empreendimento será construído em um terreno de 2 milhões de metros quadrados (cerca de 200 campos de futebol) – parte cedido pela Marinha do Brasil e parte em processo de desapropriação pelo governo de São Paulo –, localizado ao lado do centro industrial e nuclear de Aramar, em Iperó (SP), onde também está sendo desenvolvido o reator para o submarino nuclear brasileiro.

O reator, cujo desenvolvimento será conduzido pela Cnen, permitirá que o Brasil se torne autossuficiente na produção de radioisótopos usados na fabricação de radiofármacos para o diagnóstico e tratamento de doenças como câncer. Atualmente, o Brasil importa estes insumos da Argentina, Rússia e África do Sul. Para atender a demanda anual de 2 milhões de procedimentos em medicina nuclear, o país importa cerca de US$ 15 milhões (cerca de R$ 48 milhões) em radioisótopos que são processados e enviados a mais de 400 hospitais e clínicas brasileiros.

Várias aplicações

O RMB terá outras aplicações além da medicina nuclear. Ele disponibilizará tecnologias que poderão ser aplicadas na agricultura, no meio ambiente e na indústria. Elas permitem, por exemplo, testar materiais, localizar fissuras em superfícies como asas de avião ou verificar a quantidade de agrotóxicos contida em alimentos.

O presidente da Amazul, Ney Zanella dos Santos, afirmou na cerimônia de ontem que o RMB tem um valor social incalculável, na medida em que coloca a tecnologia nuclear a serviço da saúde dos brasileiros, salvando vidas e melhorando a qualidade de vida dos pacientes. "Além disso, (o reator) promoverá uma sinergia de conhecimento com o Programa Nuclear Brasileiro", acrescentou.

Já o presidente da Cnen, Paulo Roberto Pertusi, ressaltou que a demanda reprimida de radioisótopos, tanto na rede pública quanto na particular, é muito grande e será suprida de forma mais eficiente quando o RMB estiver operando em sua plena capacidade. Ele lembrou ainda que a pesquisa feita com o reator também contribuirá para o programa nuclear da Marinha e o programa de desenvolvimento de submarinos.

Por último, a presidente da Sociedade Brasileira de Biociências Nucleares (SBBN), Silvia Maria Velasques de Oliveira, frisou que o projeto traz soberania ao país na área da saúde. "O reator é importante para produzir material para diagnóstico e terapia, mas também precisamos pesquisar sintomas e doenças para as quais ainda não existem remédios. Não vamos precisar esperar pelo que é desenvolvido lá fora, poderemos produzir aqui os medicamentos de que nossa população precisa", concluiu.

Fonte: Assessoria de Comunicação Social da Eletrobras Eletronuclear (com informações da Amazul e Cnen)

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