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AIE afirma que demanda global de energia vai cair em 2020 por conta do coronavírus

(04/05/20) No relatório "Global Energy Review 2020", a Agência Internacional de Energia (AIE) conclui que, com as medidas de isolamento adotadas para combater a pandemia do coronavírus, a demanda global de energia deve cair 6% neste ano. Isso significa um declínio inédito.

Segundo a AIE, a demanda anual de energia é reduzida em aproximadamente 1,5% a cada mês de isolamento ao redor do planeta. Essa redução deve resultar em uma diminuição anual de quase 8% na emissão de carbono do setor, a maior já registrada. A demanda por eletricidade deve diminuir em 5% em 2020, a maior queda desde a Grande Depressão, na década de 1930. Em relação à energia nuclear, o relatório prevê uma queda de 3% neste ano em relação a 2019.

No entanto, de acordo com a AIE, as emissões devem subir novamente assim que as economias começarem a se recuperar, a não ser que os pacotes de estímulo preparados pelos governos invistam em projetos que tragam benefícios de longo prazo, incluindo uma matriz energética mais limpa e resiliente. Segundo a diretora-geral da Associação Nuclear Mundial (WNA, em inglês), Agneta Rising, a energia nuclear tem uma boa relação custo-benefício e terá um papel importante para que a transição rumo à energia limpa seja feita de forma melhor e mais rápida, resultando na criação de empregos de alto valor agregado.

Rising também criticou a afirmação do relatório de que a demanda por eletricidade gerada pelas renováveis cresceu, ao mesmo tempo em que o consumo caiu em mais de 25% nos países mais afetados pelo coronavírus. Segundo a dirigente, como o próprio relatório reconhece, a energia produzida pelas renováveis é, em muitos mercados, obrigatoriamente despachada antes da gerada por outras fontes.

Medidas urgentes

Ela ressalta que as estruturas atuais do mercado são injustas e insustentáveis. Outras fontes de geração, incluindo a energia nuclear, estão tendo que suportar o fardo dos custos dos sistemas criados pela intermitência das renováveis. No final das contas, é o consumidor que paga pelos custos e subsídios adicionais, diretamente, na conta de luz, ou indiretamente, via impostos.

Rising conclui que os governos precisam tomar medidas urgentes para investir na energia nuclear como parte importante de uma matriz elétrica global de baixa emissão de carbono. Isso protegerá o planeta, pois cortará as emissões de gases estufa, tornará os sistemas mais resilientes, gerará milhares de empregos de alta qualificação e salvará vidas ao reduzir a poluição do ar.

Clique aqui para acessar o relatório da AIE.

Fonte: Assessoria de Comunicação Social da Eletrobras Eletronuclear

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