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Radiação em prol da água

(17/01/20) Em virtude dos problemas da qualidade da água fornecida pela Companhia Estadual de Águas e Esgotos do Rio de Janeiro (Cedae) para a população da região metropolitana fluminense, relembramos a revista Brasil Nuclear nº 24, lançada há quase duas décadas (janeiro-março/2002), que tratou da água como o desafio do século XXI. Na publicação, há uma interessante reportagem (páginas 22 e 23) sobre como a radiação torna a água mais limpa, com destaque para uma linha de pesquisa desenvolvida pelo Instituto de Pesquisas Energéticas e Nucleares (Ipen/Cnen) há alguns anos que utiliza o feixe de elétrons de alta energia para a degradação química de compostos orgânicos de origem industrial e para a desinfecção de esgotos e lodos de origem doméstica.

No caso de efluentes, a interação da radiação com a água e seus contaminantes promove a desinfecção, a degradação de compostos orgânicos, a redução da carga orgânica e da coloração de efluentes industriais. Esse processo é eficiente porque degrada os compostos e mata os micro-organismos simultaneamente.

Para a desinfecção de esgotos domésticos e lodos residuais, usa-se a energia dos elétrons que, redistribuída entre os átomos e moléculas da água contaminada, promove a formação de radicais livres hidrogênio e hidroxila (entre outros), que são espécies altamente reativas. Ao interagirem com as moléculas, esses radicais induzem reações de oxidação, redução, dissociação ou degradação, levando, ainda, à formação de moléculas ativas, como o peróxido de hidrogênio e o ozônio, que podem ser de grande utilidade para o processo.

Simultaneamente, a ionização das moléculas de água exerce um efeito letal em micro-organismos como bactérias, vírus, esporos, protozoários, algas e parasitas em geral. As reações são complexas e acontecem em frações de segundos, quando o material atravessa a zona de radiação produzida pelo feixe de elétrons.

Confira essa matéria e outras duas, uma sobre o uso da energia nuclear em projetos de dessalinização da água do mar e outra referente ao panorama da água doce no mundo, bem como a capa da Brasil Nuclear nº 24, abaixo. A revista Brasil Nuclear nº 24 na íntegra está disponível aqui.

Além disso, leia nota técnica da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) sobre os problemas da qualidade da água que a população do Rio de Janeiro está vivenciando publicada na última quarta-feira, dia 15, aqui.

Fontes: Revista Brasil Nuclear nº 24 (Ano 9 - Jan-Mar/2002) e Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ)

Associação Brasileira de Energia Nuclear

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