O Fogo dos Deuses – Uma História da Energia Nuclear. Pandora – 600 a.C.-1970. Guilherme Camargo

“O fogo dos deuses” conta a história do átomo, desde Tales de Mileto na Grécia antiga até Henry Kissinger, o todo-poderoso secretário de Estado norte-americano e um dos primeiros políticos a definir estratégias da guerra nuclear. Trata-se de uma história universal da energia atômica, vista com um olhar brasileiro. “O fogo dos deuses” percorre um intervalo histórico de 2600 anos, cobrindo tanto os usos pacíficos quanto os militares da energia nuclear. O livro dedica alguns capítulos à rica história nuclear brasileira que – ao contrário do que muitos pensam – começou em 1926 quando a famosa cientista francesa Marie Curie visitou o país e proferiu uma palestra sobre as origens da radioatividade para um grupo seleto de cientistas brasileiros no Rio de Janeiro. Guilherme Camargo trabalhou durante doze anos na preparação dessa obra, apoiado em extensa bibliografia de quase 400 títulos. “O fogo dos deuses” apresenta uma visão histórica inovadora e surpreendente sobre um tema complexo e polêmico – narrada numa linguagem atraente e acessível.




Renato Archer: energia atômica, soberania e desenvolvimento. Álvaro Rocha Filho e João Carlos Vitor Garcia (org.)

O último longo depoimento dado por Renato Archer (1922-1996), cuidadosamente editado por Álvaro da Rocha Filho e João Carlos Vitor Garcia. Apresentação de Aldo Rebelo. Duas cronologias, caderno de fotos e dezenove documentos inéditos completam o volume. Oficial de Marinha, deputado federal em várias legislaturas, integrante do conselho de governadores da Agência Internacional de Energia Atômica, subsecretário das Relações Exteriores durante o governo de João Goulart, secretário-geral da Frente Ampla contra o regime militar, preso político duas vezes, primeiro ministro brasileiro da Ciência e Tecnologia, ministro da Previdência e Assistência Social e presidente da Embratel, Renato Archer teve destacada participação em todos os eventos relevantes da política brasileira entre as décadas de 1950 e 1990. Conviveu com Getúlio Vargas, Juscelino Kubistchek, João Goulart, Álvaro Alberto, Tancredo Neves, Ulysses Guimarães e outros atores decisivos da história contemporânea do Brasil. Archer foi o único político brasileiro cuja trajetória foi marcada, desde os primeiros momentos, pela atuação na área de ciência e tecnologia, articulando políticas e participando ativamente de sua administração institucional. Acompanhou passo a passo os esforços brasileiros para dominar a energia nuclear, desde a década de 1950. Deputado federal pelo antigo PSD, obteve renome nacional ao denunciar as conspirações que liquidaram a política nuclear de Getúlio Vargas. Foi cassado e preso pelo regime militar. Na década de 1980, junto com um grupo de cientistas, lançou a campanha pela criação do Ministério da Ciência e Tecnologia (MCT), do qual foi o primeiro titular. Renato Archer: energia atômica, soberania e desenvolvimento recupera parte da trajetória recente do Brasil, com destaque para questões associadas à busca de autonomia tecnológica.