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ANO 11 - NO. 02 - 24 DE FEVEREIRO DE 2006

Angra 1 e 2 atingem marco de 100 milhões de megawatts/hora produzidos

A Eletronuclear comemora neste mês um marco histórico. No dia 20 de fevereiro, as usinas nucleares Angra 1 e 2 atingiram a marca de 100 milhões de megawatts/hora gerados ao longo de mais de 20 anos, desde a inauguração da primeira usina em 1982. Juntas, as centrais nucleares produzem cerca de 1,5 milhões de megawatts/hora por mês, o que corresponde a 50% do consumo do estado do Rio de Janeiro e 4% da geração total do sistema elétrico nacional.

A energia gerada pelas centrais desde sua entrada em operação é suficiente para iluminar o sambódromo do Rio por 28.900 anos, o estádio do Maracanã durante 150 mil anos ou ainda o Cristo Redentor durante 1,8 milhão de anos. Isso contando que estes monumentos fiquem acesos por 12 horas diárias, 365 dias ao ano. Além disso, daria para iluminar toda a iluminação pública da cidade do Rio de Janeiro por mais de 60 anos.

Para o diretor de Operação e Comercialização da Eletronuclear, Pedro Figueiredo, o marco é uma demonstração de que a energia nuclear é uma opção viável para o sistema elétrico brasileiro. "Produzir essa quantidade enorme de energia mostra que a geração nuclear no Brasil não é apenas uma experiência ou uma aventura. Trata-se de uma fonte realmente confiável", afirma. Figueiredo acrescenta que, desde o início da operação de Angra 1, houve uma consolidação da capacidade nacional de operar usinas nucleares e também de fazer manutenção, licenciamento, da parte jurídica, de engenharia, enfim, de todos os âmbitos envolvidos na geração nuclear.

Ele ressalta que houve uma melhoria contínua na performance de Angra 1, que hoje opera com regularidade e eficiência. Angra 2, por sua vez, foi uma usina que demonstrou uma performance fantástica desde o início e permitiu à Eletronuclear alcançar rapidamente o marco de 100 milhões de megawatts/hora desde que iniciou suas atividades em julho de 2000. "Para se ter uma idéia, poderemos repetir este marco, que levamos mais de 20 anos para alcançar, em apenas sete anos", destaca o diretor.

Hoje, as usinas nucleares são um fator de equilíbrio do sistema elétrico de extrema importância, devido à sua localização estratégica entre Rio e São Paulo, os principais centros consumidores de energia do país. Fontes de geração regionais na Região Sudeste são importantes para manter a tensão e a freqüência elétricas em valores adequados, evitando a oscilação e, conseqüentemente, a queima de aparelhos eletrônicos e a perda de eficiência de equipamentos na indústria. As usinas dão ainda segurança ao suprimento energético, caso o fornecimento da usina hidrelétrica de Itaipu tenha que ser interrompido por algum problema.

Angra 1, que tem potência de 657 megawatts, ficou parada durante 16 dias este mês para a troca programada do rotor da turbina de baixa pressão, um equipamento de quase 100 toneladas da parte não-nuclear da usina. O equipamento foi trocado por ter chegado ao fim de sua vida útil. Na primeira semana de maio, a usina volta a parar, desta vez para a troca periódica do combustível nuclear. Angra 2, de 1.350 megawatts, só será desligada para troca de combustível no início de 2007.

Angra 3 será usina competitiva

Pedro Figueiredo afirma que a usina nuclear Angra 3 - que aguarda uma decisão do governo federal sobre seu futuro - é uma opção atrativa do ponto de vista econômico e energético. Ele afirma que a tarifa da usina seria competitiva com as demais formas de geração elétrica. Além disso, Angra 3 representaria mais uma fonte de geração regional para o Sudeste.

- A energia nuclear está cada vez mais competitiva. A Eletronuclear está baixando seus custos de uma forma geral a cada ano e o custo do combustível nuclear é baixo. Ao mesmo tempo, o preço de outros combustíveis vem aumentando. Angra 3 seria uma opção importante em termos de suprimento de energia e também de tarifa - conclui.

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