ANO 15 - NO. 06 - 26 de Fevereiro de 2010
Abdan e Cnen promovem curso sobre energia nuclear no Rio de Janeiro
No intuito de contribuir para a formação de profissionais no setor nuclear, a Associação Brasileira para Desenvolvimento de Atividades Nucleares (Abdan) e a Comissão Nacional de Energia Nuclear (Cnen) promoverão, em parceria com a World Nuclear University e com o apoio da Eletronuclear, o curso “Questões-chave no renascimento nuclear mundial”. Ele será realizado entre os dias 3 e 5 de março, das 9h às 18h, no Hotel Pestana Rio Atlântica, no Rio de Janeiro.
O curso pretende dar um panorama do que há de mais importante hoje na área nuclear, tendo em vista a retomada de investimentos no setor em boa parte do mundo. Ele também é motivado pelos planos do governo federal de expandir o Programa Nuclear Brasileiro (PNB), com destaque para a construção de Angra 3 e mais quatro usinas nucleares, duas no Nordeste e duas no Sudeste. Mais informações podem ser obtidas pelo e-mail wnu.course@terra.com.br.
De acordo com o vice-presidente executivo da Abdan, Ronaldo Fabrício, o setor nuclear precisa formar recursos humanos para dar sustentação ao crescimento do PNB. “A área nuclear precisa de renovação. Muitos profissionais se aposentaram ou saíram do setor. Precisamos atrair os jovens que estão se formando nas universidades”, ressalta.
Por essas razões, a Abdan também lançou, em 2009, um MBA em energia nuclear, em parceria com a Coppe-UFRJ e a Associação Brasileira da Infraestrutura e Indústrias de Base (Abdib). As inscrições para a segunda turma do curso devem ser abertas nos próximos meses.
Fabrício frisa que o renascimento do setor nuclear pode ser verificado em países como China, Índia e EUA, que estão investindo na construção de novos reatores. De acordo com dados da World Nuclear Association (WNA), existem atualmente 436 usinas nucleares em operação no mundo e 53 em construção. “Questões ambientais, sobretudo a necessidade de se combater o aquecimento global, estão fazendo com que a energia nuclear adquira um novo papel na matriz energética mundial”, comenta.
Para o executivo, o Brasil não será exceção. Ele destaca que o país precisará investir em todas as fontes energéticas disponíveis para sustentar seu crescimento econômico. “Com o fim da crise, o consumo energético voltou a crescer. O país precisará de um suprimento seguro de energia para que a economia cresça de forma contínua. Nesse cenário, a energia nuclear com certeza terá seu espaço”, enfatiza Fabrício.
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