Usinas nucleares de Angra têm desempenhos excelentes em agosto

(19/09/18) No mês passado, a usina nuclear Angra 2 (capacidade elétrica instalada de 1.350 megawatts - MW) bateu seu recorde de geração de energia elétrica líquida em um mês desde a sua entrada em operação comercial, em fevereiro de 2001. Na ocasião, a unidade produziu 965.530,9 megawatts-hora (MWh).

Já a outra planta em funcionamento na Central Nuclear Almirante Álvaro Alberto (CNAAA), Angra 1 (capacidade elétrica instalada de 640 MW), também teve um ótimo desempenho em agosto, quando atingiu sua terceira melhor marca mensal de geração de eletricidade - 482.014,166 MWh. O recorde da primeira usina nuclear do Brasil, que entrou em operação comercial em 1985, é de outubro de 2016, quando a geração bruta foi de 483.054,881 MWh. Sua segunda melhor marca provém de julho de 2014 - 482.221,362 MWh.

Esses resultados excelentes, os quais colocam as usinas nucleares brasileiras entre as melhores do mundo, corroboram a qualidade do trabalho desenvolvido pela Eletronuclear, estatal responsável por operá-las. Além de o País deter o domínio da tecnologia de todo o ciclo do combustível nuclear e um corpo técnico extremamente qualificado que ao longo dos anos adquiriu experiência operacional, dispõe de uma das maiores reservas de urânio no mundo, o colocando em posição privilegiada e estratégica tecnologicamente.

A despeito de o Brasil ter apenas duas plantas nucleares em funcionamento, elas são fundamentais para a matriz elétrica nacional, fornecendo energia firme e de base. Além disso, Angra 1 e Angra 2 têm evitado o despacho de mais usinas térmicas movidas a combustíveis fósseis (poluentes e caras), contribuindo em meio ao atual cenário hidrológico desfavorável, no qual os níveis dos reservatórios, influenciados pelo período de seca, estão baixos – no Sudeste estão inferiores ao menor nível histórico, ocorrido em 2001.

Com informações da Eletronuclear

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