Marinha inicia montagem final do primeiro submarino convencional do Prosub

(20/02/18) Com a presença do presidente da República, Michel Temer, e do ministro da Defesa, Raul Jungmann, a Marinha do Brasil iniciou em 20 de fevereiro a fase de integração dos quatro submarinos convencionais da Classe Riachuelo previstos no Programa de Desenvolvimento de Submarinos (Prosub), um dos maiores projetos tecnológicos em andamento no País.

O marco desta nova fase do Prosub acontece no Complexo Naval de Itaguaí, com o início da montagem final do "Riachuelo", o primeiro dos submarinos convencionais do programa a ter unidas todas as seções que formam o casco e os múltiplos sistemas já instalados em cada uma delas.

Essa fase, de elevada sofisticação tecnológica, é a última antes do lançamento do submarino ao mar, previsto para o segundo semestre deste ano.

No dia 14 de janeiro, as seções de vante (S4, S3 e 2B) já integradas, pesando 619 toneladas, com 39,86 metros de comprimento e 12,30 metros de altura foram transportadas por um veículo especial de 320 rodas, por um trajeto com cerca de cinco quilômetros, desde a Unidade de Fabricação de Estruturas Metálicas (Ufem) até o Estaleiro de Construção. O trajeto foi percorrido em 11 horas.

A segunda seção (2A), com 370 toneladas e 18 metros de comprimento, foi transferida em 4 horas no dia 4 de fevereiro. A última seção (S1), com aproximadamente 190 toneladas e 14 metros de comprimento, teve sua movimentação concluída no dia 8 de fevereiro, em cerca de 3 horas.

O processo exigiu um planejamento de meses que incluiu, entre outras ações, a adequação de trechos da rede elétrica em relação à seção de maior altura e interrupções pontuais do tráfego na BR-493.

Prosub

Além da construção concomitante de quatro submarinos convencionais, o Prosub prevê o projeto e a construção do primeiro submarino brasileiro com propulsão nuclear e a infraestrutura necessária à construção, operação e a manutenção dos dois modelos. O Prosub também contempla a construção de um complexo de infraestrutura industrial e de apoio à operação dos submarinos, que engloba os Estaleiros, a Base Naval e a Unidade de Fabricação de Estruturas Metálicas (Ufem), no município de Itaguaí. A Amazônia Azul Tecnologias de Defesa S.A. (Amazul) é uma das empresas participantes do Prosub.

O Prosub é parte essencial do investimento da Marinha na expansão da força naval e no desenvolvimento da indústria de defesa para proteger a área marítima de cerca de 4,5 milhões de quilômetros quadrados denominada Amazônia Azul, onde se concentram 90% das jazidas brasileiras de petróleo natural, entre outras riquezas minerais, e por onde circulam 95% das importações e exportações brasileiras.

O programa conta com forte participação de universidades e centros de pesquisa, o que gera, entre outros benefícios, transferência e desenvolvimento de tecnologias, processos e materiais avançados, fomento ao desenvolvimento da base industrial brasileira de defesa, capacitação de profissionais em atividades altamente especializadas e milhares de empregos diretos e indiretos.

O Prosub vem dotando a indústria brasileira da defesa com tecnologia de ponta, em especial a nuclear, ponto destacado na Estratégia Nacional de Defesa. A concretização do programa fortalece, ainda, setores da indústria nacional de importância estratégica para o desenvolvimento econômico do País. Priorizando a aquisição de componentes fabricados no Brasil para os submarinos, o Prosub é um forte incentivo ao parque industrial nacional.

Apenas seis países no mundo constroem e operam submarinos com propulsão nuclear - Estados Unidos, Reino Unido, Rússia, França, China e Índia. Destes, o único que concordou em transferir tecnologia ao nível requerido e capacitar os brasileiros a projetar e construir submarinos foi a França.

No que se refere especificamente à área nuclear, no entanto, não há troca de conhecimentos. Toda a tecnologia nuclear para o Prosub está sendo desenvolvida no Brasil, por meio do Programa Nuclear da Marinha (PNM), nas instalações do Centro Tecnológico da Marinha em São Paulo (CTMSP).

Foto: Capitão-Tenente Fabricio Costa

Fonte: Centro de Comunicação Social da Marinha (matéria retirada do site da Amazônia Azul Tecnologias de Defesa S.A. - Amazul, aqui)

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